Netanyahu descarta interrupção nas construções em assentamentos

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que não haverá uma interrupção completa nas construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia, em uma recusa à proposta do governo dos Estados Unidos para a retomada do processo de paz na região. Em um pronunciamento à comissão de Relações Exteriores e de Defesa do Parlamento israelense, Netanyahu afirmou que seu governo estaria disposto a estudar uma diminuição nas construções nestes assentamentos, mas desde que fosse temporária.

BBC Brasil |

"Eles (os Estados Unidos) nos pediram para que não construíssemos nada. Mas deixamos claro que nós acabaremos de construir as 2,5 mil unidades que já estão em andamento, e há alguns dias nós aprovamos outras 450 unidades adicionais", disse Netanyahu, de acordo com o jornal israelense Yedioth Aharanot
"Eu disse aos americanos que poderíamos considerar uma redução nas construções, para fazer um gesto para promover as negociações de paz. (Mas) essa redução nas construções seria por um período limitado de tempo, e não chegamos ainda a um acordo com os americanos sobre a duração deste período", disse.

O premiê israelense também disse que seu governo não considera a parte oriental de Jerusalém um assentamento, o que quer dizer que as construções nesta parte da cidade devem continuar normalmente.

Negociações
As declarações foram feitas um dia antes de uma reunião entre Netanyahu e o enviado especial do governo dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que acontece em Jerusalém, nesta terça-feira.

Mitchell também deve se encontrar nesta terça-feira com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

As negociações diretas entre palestinos e israelenses estão suspensas desde o último mês de dezembro, e os palestinos afirmam que não estão dispostos a retomá-las antes que os israelenses interrompam completamente as construções nos assentamentos.

Informações dão conta de que o governo americano está preparando uma proposta de paz para a região que envolveria a interrupção nas construções nos assentamentos judaicos e o reconhecimento da existência de Israel por parte dos países árabes que ainda não o fazem.

O governo americano ainda espera que os líderes de Israel e da Autoridade Palestina possam ter um encontro durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece em Nova York no final deste mês.

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