Jerusalém - O líder do Likud e primeiro-ministro nomeado de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou nesta madrugada a um acordo com o partido ultraortodoxo Shas para sua entrada no próximo Governo, informa a imprensa local.

O Shas, que obteve 11 cadeiras nas eleições realizadas em 10 de fevereiro, se une ao conservador Likud (com 27) e ao nacionalista Yisrael Beiteinu (15) em uma possível coalizão governamental de tendência direitista, à espera de novos parceiros.

Em virtude do acordo, os ortodoxos receberão quatro ministérios com seu líder, Eli Yishai, assumindo os cargos de ministro do Interior e vice-primeiro-ministro de Netanyahu.

Além disso, o Shas terá os ministérios da Habitação, com Ariel Atias, e da Religião, a cargo de Yitzhak Cohen.

O quarto ministro da formação, Meshulam Nahari, não comandará nenhuma pasta, embora seja nomeado com este status, segundo o acordo firmado.

"Israel deve enfrentar numerosos desafios, tanto sociais quanto econômicos, diplomáticos e de segurança. Portanto, é conveniente somar forças e formar um Governo amplo", disse Yishai à imprensa após assinar o acordo com Netanyahu.

Por sua vez, o deputado do Likud e destacado negociador nos contatos para a formação do Governo, Gideon Sa'ar, afirmou que seu partido continuará as conversas para ampliar a coalizão nos próximos dias.

"Agora temos 53 deputados segundo os acordos de coalizão liderados por Benjamin Netanyahu e, nos próximos dias, trabalharemos para expandir a base parlamentar deste Governo", declarou.

O Likud, que na sexta-feira conseguiu que o presidente, Shimon Peres, ampliasse em duas semanas o prazo para formar o Governo, continuará hoje os contatos com o Partido Trabalhista, com o do Judaísmo Unido da Torá e com o Habayit Hayehudi (O Lar Judeu).

Netanyahu afirmou que deseja um pacto com os trabalhistas, que, com 13 deputados na última eleição, tiveram o pior resultado de sua história.

O líder trabalhista e atual ministro da Defesa, Ehud Barak, pedirá amanhã a aprovação de seu partido para chegar a um acordo com o Likud, decisão que poderia colocá-lo à beira de uma cisão.

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