Netanyahu convida partido Trabalhista para coalizão em Israel

JERUSALÉM (Reuters) - O futuro primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convidou nesta quarta-feira o partido Trabalhista, de centro-esquerda, para participar de sua coalizão, em uma oferta para, aparentemente, suavizar um gabinete linha-dura. O líder do partido Trabalhista, Ehud Barak, disse em comunicado que o partido deveria considerar seriamente a proposta.

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Mas o secretário-geral do partido, Eitan Cabel, afirmou que muitos de seus membros provavelmente serão contrários a participar de uma coalizão que inclui partidos de extrema direita, aliados de Netanyahu, que se opõem a negociações, apoiadas pelos Estados Unidos, para a criação de um Estado palestino independente.

"Os desafios diplomáticos, de segurança, econômicos e sociais que Israel enfrenta forçam a hierarquia do partido Trabalhista a considerar seriamente (o convite de Netanyahu)", disse o comunicado de Barak.

A proposta de Netanyahu, que tem até o dia 3 de abril para formar um novo governo, parece ser uma última oferta para tentar convencer a ministra do Exterior, Tzipi Livni, de saída, líder do partido centrista Kadima e rival de Barak, a se juntar ao novo governo.

O Kadima, de Livni, encerrou conversas sobre uma possível coalizão com Netanyahu no início deste mês após Livni acusá-lo de não estar comprometido na visão, apoiada pelos EUA, de um Estado palestino vizinho a Israel.

Um comunicado divulgado pelo Likud, de Netanyahu, disse que "o pedido de Netanyahu ao partido Trabalhista para formar um governo de união nacional", acrescentando sua experiência em defesa e diplomacia "poderia fortalecer a liderança da nação".

A Rádio Israel disse que Netanyahu havia oferecido a Barak, ex-primeiro-ministro, sua permanência no cargo de ministro da Defesa e dar ao partido Trabalhista outros quatro postos no governo.

(Reportagem de Allyn Fisher-Ilan)

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