Netanyahu: construções em Jerusalém não serão limitadas

JERUSALÉM (Reuters) - Em um gesto desafiador aos Estados Unidos, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou nesta segunda-feira frear a construção de casas para judeus ao redor de Jerusalém. Pelos últimos 40 anos, nenhum governo de Israel limitou a construção nos bairros de Jerusalém, disse ele em um discurso no Parlamento, citando áreas na Cisjordânia ocupadas por Israel durante uma guerra em 1967 e anexadas à cidade.

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Netanyahu fez as declarações depois de a mídia israelense ter divulgado que a secretária da Estado norte-americana, Hillary Clinton, teria exigido que Israel suspendesse um projeto para construir 1.600 casas de assentamento em Jerusalém Ocidental, plano que gerou uma crise nas relações entre EUA e Israel.

Sob pressão dos EUA, Netanyahu impôs uma moratória limite sobre a construção de novas casas nos territórios ocupados da Cisjordânia para novembro, mas excluiu Jerusalém do congelamento parcial de 10 meses.

No Parlamento, ele pressionou os palestinos, que disseram que não retomariam negociações de paz se o projeto não fosse descartado, para não estabelecer novas pré-condições para a retomada dos diálogos.

Netanyahu afirmou que havia consenso quase total entre partidos políticos israelenses de que o que ele considera serem bairros judeus ao redor de Jerusalém, permaneceria como "parte do Estado de Israel" em qualquer acordo de paz futuro.

Para os palestinos, assentamentos judeus nos territórios ocupados negaria a eles um Estado viável na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Eles querem que Jerusalém Ocidental seja a capital em um futuro Estado palestino.

Citando ligações bíblicas e históricas, Israel alega que Jerusalém inteira seja sua capital. A alegação ainda não conquistou reconhecimento internacional.

(Texto de Jeffrey Heller)

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