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Netanyahu aprova operação em Gaza e diz que é uma guerra justa

Jerusalém, 13 jan (EFE).- O líder da oposição em Israel e chefe do partido direitista Likud, Benjamin Netanyahu, disse hoje que a ofensiva israelense na Faixa de Gaza é uma guerra justa e que o Governo conta com seu apoio.

EFE |

"O Exército (israelense) realiza um trabalho que sai do comum.

Combatemos uma guerra justa, com meios justos, na qual, infelizmente, ocorrem mortes de civis", afirmou Netanyahu, candidato favorito - segundo as pesquisas - para as eleições gerais em Israel de 10 de fevereiro.

O dirigente conservador insistiu em que, apesar da ofensiva em Gaza, Israel deve realizar o pleito, "porque, caso contrário, daríamos aos terroristas uma tremenda vitória, capturariam nossa democracia".

O líder do Likud e primeiro-ministro do Estado judeu entre 1996 e 1999 expressou, em comparecimento à imprensa estrangeira, em Jerusalém, seu total apoio ao atual Executivo israelense e disse que seu país "esperou durante muito tempo", oito anos, para responder aos disparos com foguetes de Gaza.

Diante do elevado número de vítimas civis palestinas nos 18 dias de disputa em Gaza, Netanyahu disse: "Não é certo que Israel ataque civis, tenta evitar isso a todo custo, mas, como em toda guerra, é inevitável".

Durante a operação militar israelense em Gaza, mais de 900 palestinos morreram e 4,1 mil ficaram feridos, entre eles várias crianças e mulheres, enquanto as baixas israelenses estão em 13 mortos - entre eles, dez militares - e 200 feridos, a metade soldados.

O dirigente do Likud equiparou o movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde junho de 2007, após derrubar as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com a rede terrorista internacional Al Qaeda.

"Lutamos contra um inimigo (Hamas) que quer nossa destruição e é equivalente à Al Qaeda, ninguém coloca um acordo de paz com essa organização", disse.

Também advertiu do perigo de que o Irã consiga criar raízes na Faixa de Gaza, já que "é um dos maiores inimigos, um Islã militante que aspira ao armamento nuclear".

Sobre suas aspirações no caso de que, como prevêem as pesquisas, ganhe as eleições e consiga formar Governo em Israel, Netanyahu fixa dois objetivos: restaurar a segurança no país e impulsionar uma paz econômica com as forças moderadas palestinas.

"Devemos mudar a atual equação e construir a paz a partir da base da pirâmide", disse, ao indicar que se propõe a tentar impulsionar um processo escalonado para melhorar a prosperidade na Cisjordânia.

EFE db/an

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