Netanyahu acusa ANP de incitar à violência

Jerusalém, 10 jan (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou hoje a Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida pelo nacionalista Mahmoud Abbas, de incitar à violência.

EFE |

"As palavras também são uma arma. Nas últimas semanas, vimos uma retrocesso neste tema por parte da Autoridade Palestina", disse Netanyahu durante a reunião semanal que tem com o seu gabinete de ministros.

O chefe de Governo citou como exemplo a decisão do governador da cidade cisjordaniana de Ramala de dar a uma praça o nome de Dalal Mughrabi, uma palestina morta em 1978 enquanto participava do sequestro de um ônibus israelense, no qual outras 37 pessoas perderam a vida.

Netanyahu também disse que "afastam a paz" aqueles que "declaram mártires os assassinos de um pai de sete filhos", em referência ao colono judeu Meir Jai, cujo carro foi alvejado no fim de dezembro quando circulava por uma estrada perto de Nablus, no norte da Cisjordânia.

Os três supostos autores do ataque foram mortos a tiros no dia seguinte por forças especiais israelenses que entraram escondidas no centro de Nablus com a intenção de detê-los, segundo o Exército.

Testemunhas e a ONG israelense B'Tselem disseram que pelo menos dois dos atiradores estavam desarmados e não tentaram fugir. Ainda assim, os soldados israelense efetuaram disparos à queima-roupa assim que os palestinos revelaram sua identidade.

"Estes atos graves supõem uma violação ao compromisso internacional de combater o terrorismo. Digo ao presidente da Autoridade Palestina que pare com a incitação. Esta não é a forma de se fazer a paz", disse Netanyahu. EFE ap/sc

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