Néstor Kirchner é eleito secretário-geral da Unasul

Ex-presidente argentino é eleito por unanimida na cúpula extraordinária do bloco

EFE |

O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner foi eleito nesta terça-feira, por unanimidade, secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) na cúpula extraordinária do bloco realizada nos arredores de Buenos Aires.

Kirchner, de 60 anos, marido e antecessor no cargo da atual governante argentina, Cristina Kirchner, conseguiu superar as resistências a sua candidatura por parte do Uruguai, Colômbia e Peru, e foi designado pelo acordo unânime do bloco, com a abstenção da Argentina por se tratar de um ex-presidente do país.

Abertura da cúpula

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, abriu nesta terça-feira, em um hotel nos arredores de Buenos Aires, a cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que conta com a presença de oito dos 12 líderes dos países-membros da entidade

AFP
Lula conversa com presidente do Uruguai, Jose Mujica, e presidente da Venezuela, Hugo Chávez

A Unasul foi criada em dezembro de 2004, mas até agora somente quatro países ratificaram a formação do bloco em seus respectivos Congressos. Além do Brasil, Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia, os países que formam a Unasul são, Paraguai, Venezuela, Equador, Suriname e Guiana Francesa (que é território ultramarino francês).

Entre os outros assuntos a serem abordados no encontro, estão a situação no Paraguai, onde o presidente Fernando Lugo declarou estado de exceção em cinco Estados, o tráfico de drogas na região e o apoio à Argentina na disputa pelas ilhas Malvinas (Falklands, para os ingleses).

Além disso, será discutida a relação com Honduras e a continuidade da ajuda ao Haiti e ao Chile, afetados por terremotos, em janeiro e em fevereiro, respectivamente.

No caso de Honduras, Marco Aurélio Garcia destacou que o Brasil mantém sua postura de que o novo governo deve aceitar o retorno de Manuel Zelaya ao país. “Os que organizaram aquilo tudo (na derrubada de Zelaya) não tiveram problemas, mas Zelaya sim. Não pode voltar ao país”, afirmou.

    Leia tudo sobre: UnasulKirchnerArgentina

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG