Nestlé pede à UE regras mais flexíveis para OGM

O presidente da gigante suíça da alimentação Nestlé, Peter Brabeck, pediu à União Européia (UE) regras mais flexíveis sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) para enfrentar a escalada de preços das matérias-primas agrícolas.

AFP |

"Não se pode alimentar o planeta sem os Organismos Geneticamente Modificados", afirmou Brabeck em entrevista ao jornal britânico Financial Times.

"Temos os meios para obter uma agricultura viável a longo prazo", acrescentou, ao lamentar a falta de compromisso político a favor dos OGM.

A oposição da UE aos OGM favoreceu a recusa da tecnologia na África, segundo o presidente da Nestlé.

"A UE tem pressionado politicamente para impedir que alguns países utilizem Organismos Geneticamente Modificados", afirmou, antes de assegurar que esta atitude "não é necessariamente positiva para a agricultura destes países nem para suas reservas".

"Os OGM são uma das tecnologias mais seguras que já vimos, muito mais seguras que (os produtos) biológicos ou ecológicos da moda na Europa", acrescentou Brabeck.

O milho MON810, concebido pelo grupo agroquímico americano Monsanto, é o único cultivo de OGM presente na UE, essencialmente na Espanha.

alt/fp

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