Nestlé nega contaminação de lotes de leite na Arábia Saudita

RIAD (Reuters) - O órgão saudita que avalia os alimentos e os remédios informou na quarta-feira ter encontrado um lote de leite em pó da filial chinesa da Nestlé com altos níveis de contaminação por melamina industrial, o que a empresa negou. O produto contém altas concentrações danosas à saúde, disse o órgão em um comunicado divulgado em seu site (www.sfda.gov.sa).

Reuters |

A Nestlé, maior empresa alimentícia do mundo, rejeitou as informações. "Todos os produtos de laticínios da Nestlé vendidos na Arábia Saudita -- assim como em todas as demais partes do mundo -- são absolutamente seguros para o consumo. Nenhum produto da Nestlé é feito de leite adulterado com melamina", disse a empresa em nota.

A Arábia Saudita informou que o produto contaminado era um pacote de 400 gramas de Nesvita Pró-Ossos, produzido no dia 6 de maio de 2008 em uma filial na Nestlé na China. O órgão disse que o produto não deve ser consumido por pessoas de nenhuma idade.

A substância também foi encontrada, em quantidades perigosas para as crianças em três outros lotes da mesma marca --nos pacotes de 1.800 e 900 gramas, feitos no dia 19 de novembro e 15 de fevereiro de 2008.

Na China, seis bebês morreram supostamente pelo consumo da melanina em fórmulas lácteas e 294 mil outras crianças afetadas pela contaminação.

A melamina é um composto industrial encontrada em plásticos e é usada para enganar o governo em testes de proteína.

Em vários países, o escândalo provocou proibições e checagens extras dos produtos chineses à base de leite.

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