Nepal promete oposição a independentistas tibetanos

Pequim, 28 dez (EFE).- O primeiro-ministro do Nepal, Madhav Kumar Nepal, ressaltou que seu país não permitirá que nenhuma força use seu território para realizar atividades contra a China durante sua visita à região autônoma chinesa do Tibete, informou hoje a agência oficial Xinhua.

EFE |

Kumar Nepal foi um dos primeiros chefes de Estado a visitar o Tibete após as revoltas de março de 2008, nas quais, segundo as autoridades chinesas, morreram 20 pessoas.

As revoltas coincidiram com protestos da comunidade tibetana residente no Nepal, junto à Embaixada chinesa e outras instalações, o que foi respondido pelas autoridades locais com o uso da força, gerando críticas do Governo tibetano no exílio.

O primeiro-ministro se reuniu em Lhasa, a capital regional, com o presidente regional, Qiangba Puncog (de etnia tibetana), e como com o secretário-geral do Partido Comunista Chinês na região, Zhang Qingli (da maioria étnica han), que agradeceu ao Nepal pelos esforços por manter a estabilidade fronteiriça.

Após a visita ao Tibete, o primeiro-ministro nepalês continuará sua viagem oficial na cidade de Xian (centro do país).

O exílio tibetano, liderado pelo dalai lama, considera que os comunistas chineses invadiram nos anos de 1950 sua terra, exercendo uma dura repressão de sua cultura e religião durante décadas e levando à região população da maioria étnica han, que concentra o poder econômico e político.

O Governo chinês, por sua parte, defende que libertou o Tibete de um regime teocrático e feudal liderado pelo dalai lama, e que sua presença na região levou progresso econômico e melhora no nível de vida de seus habitantes, que, no entanto, são em média os mais pobres do país asiático. EFE abc/mh

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