Katmandu, 5 mai (EFE).- A Polícia do Nepal deteve hoje 63 pessoas - entre elas vários líderes de organizações civis - por se manifestar em frente ao gabinete do presidente, Ram Yadav, em protesto por sua decisão de manter o chefe do Exército no cargo.

"Foram detidos porque a área fora do escritório presidencial foi declarada zona proibida", disse à agência Efe o porta-voz do Ministério do Interior nepalês, Nabin Kumar Ghimire.

As áreas, que incluem o gabinete do presidente e o quartel general do Exército, tinham sido isoladas ontem em previsão de protestos, já que os maoístas anunciaram uma campanha nas ruas contra a decisão presidencial, que causou a queda do Governo.

Entre os detidos hoje há líderes da sociedade civil, defensores dos direitos humanos e escritores, e por enquanto se desconhece quando serão postos em liberdade.

A queda-de-braço entre o Governo e o presidente pela destituição do chefe do Exército levou nesta segunda-feira à renúncia do primeiro-ministro do Nepal, o maoísta Pushpa Kamal Dahal, conhecido como "Prachanda", que qualificou a atuação presidencial como "inconstitucional".

Segundo Prachanda, a reversão presidencial da ordem do Governo para destituir o chefe do Exército, o general Rookmangud Katawal, levava consigo a intenção de criar um "centro de poder paralelo".

EFE ms/mh

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