O conflito da Bolívia vai se solucionar com a participação diplomática, disse o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, nesta terça-feira, em Montevidéu, rejeitando que o assunto possa ter uma saída militar.

"Creio que a questão da Bolívia vai se solucionar com a participação diplomática", declarou Jobim, em uma entrevista coletiva na qual destacou "a decisão tomada ontem (segunda-feira) pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas)".

A Unasul emitiu, em Santiago, uma declaração de apoio ao presidente boliviano, Evo Morales, e rejeitou qualquer tentativa de divisão territorial nesse país. Também foi criada uma comissão para acompanhar uma mesa de diálogo entre o Executivo e a oposição, que será dirigida por Morales.

"Acho que não haverá uma solução militar, porque é uma questão histórica que se tem de resolver na Bolívia (...) com o apoio dos presidentes sul-americanos", afirmou.

Ao ser consultado sobre as declarações do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de que está disposto a agir militarmente se seu amigo e aliado Evo Morales sofrer um golpe, Jobim foi taxativo, ao garantir que "o Brasil não fará isso" e que o país apenas enviaria tropas para a Bolívia, ou para qualquer outra parte, no âmbito de uma "questão humanitária".

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