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Nelsinho Piquet: Estou falando a verdade e não tenho nada a temer

O piloto Nelsinho Piquet insistiu nesta sexta-feira que contou a verdade sobre o acidente armado no Grande Prêmio de Cingapura de 2008 e se nega a ser acuado pela escuderia Renault ou seu chefe, Flavio Briatore.

AFP |

Em depoimento à FIA divulgado na quinta-feira, o brasileiro acusou Briatore e Pat Symonds, o diretor técnico da Renault F1, de tê-lo incentivado a "provocar deliberadamente um acidente para favorecer a Renault".

A fraude teria sido revelada à FIA por Nelson Piquet no GP da Hungria deste ano, que foi a última corrida disputada por seu filho. Nelsinho foi demitido da Renault no início de agosto.

"Por estar falando a verdade, não tenho nada a temer, seja da Renault, seja do senhor Briatore, e apesar de ter consciência do poder e da influência das pessoas investigadas e dos vastos recursos à disposição delas, não vou ser forçado novamente a tomar uma decisão da qual me arrependeria", declarou Nelsinho.

"Eu tenho confiança na investigação da FIA e do Conselho Mundial do Esporte Automotor e não vou fazer mais comentários até a conclusão da audiência de 21 setembro", acrescentou.

A Renault apresentou uma denúncia por "chantagem com agravante" contra seu ex-piloto e o pai dele, o tricampeão mundial Nelson Piquet.

A decisão de prestar queixa foi tomada na quinta-feira e formalizada nesta sexta-feira em Paris, segundo fontes da Renault.

A escuderia francesa não desejava em um primeiro momento dar uma resposta pública às acusações de armação feitas pelo piloto brasileiro, mas se viu obrigada, segundo uma fonte, depois que o assunto passou a dominar os meios de comunicação.

Já Briatore declarou nesta sexta-feira que sua equipe é "a vítima" das informações publicadas pela imprensa.

"Acho aberrante que haja tais vazamentos sem que tenhamos a possibilidade de defender nossa posição", afirmou o italiano, destacando que a Renault vai "continuar sem dizer nada", como pediu a Federação Internacional do Automobilismo (FIA).

"Não sei porque a família Piquet me ataca desta forma. Ele (Nelsinho) já me atacara pouco antes de decidirmos que ele não ficaria na Renault, mas isso não tem nada a ver. Encheu todos os jornais do mundo", alegou.

A Renault é suspeitada de ter orientado Nelsinho Piquet a provocar deliberadamente um acidente para favorecer seu primeiro piloto, Fernando Alonso, no GP de Cingapura de 2008.

jf/yw/cn

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