Negociadores da OMC estudam novos termos para Doha

Genebra, 7 jul (EFE).- Os negociadores da Organização Mundial do Comércio (OMC) terão esta semana o quarto documento revisado sobre as áreas de agricultura e produtos industriais que servirá como base para a discussão na reunião ministerial que começa em 21 de julho.

EFE |

O embaixador neozelandês Crawford Falconer, presidente do grupo agrícola, confirmou hoje que na quarta-feira ou na quinta-feira apresentará a quarta revisão do texto que será base para as diretrizes que determinarão sobre os subsídios e as tarifas.

Falconer informou que "seguramente" seu texto sairá em paralelo ao de produtos industriais que está sendo revisado pelo presidente do grupo negociador, o embaixador canadense Don Stephenson.

O neozelandês se reuniu hoje em sessão plenária informal com os representantes dos 152 países que formam a OMC e, após o encontro, declarou à imprensa que quase não houve avanços.

"Não há realmente o que destacar, cada um manteve suas posições, o que era bastante previsível. Não houve nenhum ingrediente especialmente destacável, nenhuma mudança substancial de onde estávamos na sexta-feira passada", assegurou o embaixador.

"Só estavam lembrando-me o que era importante para cada um para que eu colocasse no documento revisado", comentou.

Com relação ao texto, Falconer assegurou que não incluirá "nada que surpreenda muito (os delegados)", embora isso não signifique que o resultado não irá agradá-los.

Ele ainda confirmou que irá alterar alguns números.

Cada delegação terá então três ou quatro dias para avaliar os textos e preparar suas posições para a reunião que acontece na próxima semana.

O certo é que a reunião é absolutamente crucial para que a Rodada de Doha, que vem sendo negociada desde 2001, seja concluída este ano.

Em caso de chegar a um acordo sobre agricultura e produtos industriais em julho - data muito distante para a maioria das delegações - haveria tempo material para concluir o resto de áreas (mais de 20) no terceiro trimestre e chegar a um acordo ainda em 2008.

Sem um acordo de modalidades em julho será quase impossível encerrar as discussões este ano e as negociações ficariam sem final previsível, conforme afirma a maioria de membros da OMC. EFE mh/ab/rr

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