Negociadores analisam protocolo de verificação do arsenal norte-coreano

Pequim, 10 dez (EFE).- O diálogo multilateral sobre o desarmamento nuclear norte-coreano se concentra hoje na elaboração de um protocolo para que a Coréia do Norte aceite a verificação de até que ponto cumpriu seu compromisso de desativação do arsenal nuclear, informou a agência de notícias Xinhua.

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Os delegados das duas Coréias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China (país anfitrião) estão apresentando sugestões e modificando desde ontem à noite o documento de verificação redigido pela China, que contém contribuições das seis equipes, por isso há muitas ambigüidades.

Trata-se do primeiro encontro após uma interrupção brusca de cinco meses na negociação desta crise, uma das piores que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, herdará da Administração de George W. Bush.

Os seis delegados, reunidos desde segunda-feira em Pequim, tentam definir termos que não ofendam Pyongyang, que realizou seu primeiro teste nuclear em 2006, o que desencadeou uma crise internacional, e cujas reservas em abandonar o programa paralisaram várias vezes um diálogo iniciado em 2003.

Embora estivesse previsto que o atual encontro, incluído na sexta rodada de diálogo, terminasse hoje, a grande quantidade de expressões ambíguas do protocolo que têm que ser esclarecidas poderia prolongar o encontro em Pequim.

Segundo fontes da negociação, o principal empecilho é a reticência da delegação norte-coreana a que os inspetores internacionais tomem amostras nucleares no país para verificar no exterior se os reatores foram inutilizados, como afirma a Coréia do Norte.

Ao mesmo tempo, os delegados analisam as fases nas quais será entregue a ajuda que falta enviar à Coréia do Norte em troca de seu desarmamento, segundo o acordo alcançado entre os seis países no ano passado.

A ajuda consiste em 1 milhão de toneladas de petróleo pesado, ou equivalente, que o regime norte-coreano começou a receber sob a condição de que fechasse seu principal reator nuclear, em Yongbyon, o que foi cumprido no ano passado.

Segundo a agência de notícias "Xinhua", o negociador chinês, Wu Dawei, propôs para o atual encontro que o diálogo se concentre em resolver a verificação, na entrega do resto da ajuda e no estabelecimento de um mecanismo de segurança no nordeste da Ásia, sensível à volatilidade de ânimo do regime norte-coreano, o mais isolado do mundo.

Os analistas indicam que Pyongyang não tem pressa em resolver uma crise que poderia negociar melhor com o Governo de Obama, enquanto continua o sigilo em torno da figura do líder norte-coreano, Kim Jong-il, que teria sofrido uma grave doença em agosto que o mantém longe da vida política. EFE mz/an

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