Negociador palestino destaca avanços em conversas com Israel

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- As conversas para a paz entre a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e Israel avançaram muito desde a Conferência de Annapolis, nos Estados Unidos, mas ainda estão longe de encerrar o conflito, comentou Saeb Erekat, negociador palestino.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino "Crítica", ele advertiu ainda que os Estados Unidos "não conseguirão derrotar o extremismo e a Al Qaeda se não colocarem ponto final à ocupação israelense da Palestina".

"É preciso avaliar qual era a situação antes de Annapolis e agora", disse Erekat, em referência ao encontro realizado há um ano na cidade americana, no estado de Maryland, para a criação de um Estado palestino.

Na reunião, Israel e a ANP retomaram as negociações de paz com o objetivo de chegar a um acordo relativo ao estatuto definitivo antes do fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro de 2009.

"Não conseguimos isso, é certo, mas palestinos e israelenses avançaram muito este ano para poder assentar as bases para um futuro acordo", indicou Erekat.

O negociador se negou a comentar sobre um boato que aponta que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, teria oferecido 93% da atual Cisjordânia mais uma troca de territórios equivalente a 5,5%.

"Os termos das negociações são confidenciais, mas o importante é que hoje em Israel, nos Estados Unidos, na Europa e no mundo árabe não há ninguém que diga não à solução de dois Estados para resolver este conflito", afirmou.

Erekat se definiu como "negociador de um povo que não tem Exército, Marinha, Força Aérea ou economia", enquanto Israel possui "5.000 tanques, 2.500 aviões, armas nucleares e dinheiro para influenciar campanhas eleitorais, Parlamentos e congressos além de suas fronteiras".

Para o palestino, "já é hora de o Ocidente e o mundo árabe se acertarem em busca de uma convivência pacífica".

"Se o candidato do Likud (principal partido de direita israelense), Benjamin Netanyahu, vencer as eleições de fevereiro e decidir continuar com as negociações de paz nos atuais termos de negociação, perfeito", comentou.

"Se ele quiser mudar esses acordos, então a comunidade internacional se dará conta de que não há um parceiro israelense confiável para negociar a paz", concluiu Erekat. EFE hd/dp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG