Negociações sobre Honduras recomeçam após ultimato de Zelaya

Por John McPhaul e Ana Isabel Martinez SAN JOSE, Costa Rica (Reuters) - Adversários das duas forças políticas hondurenhas partiram para o tudo ou nada nas conversações deste sábado, depois que o presidente deposto Manuel Zelaya deu um ultimato para chegar a um acordo que o leve de volta ao poder.

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O presidente costarriquenho e ganhador do Prêmio Nobel da Paz Oscar Arias está tentando obter um acordo entre Zelaya e o presidente interino de Honduras Roberto Micheletti, o ex-presidente do Congresso que assumiu em 28 de junho após um golpe militar.

Arias enfrenta um duro teste, à medida que ambos os lados parecem entrincheirados em suas posições. O embate provocou a pior crise política na América Central desde a época da Guerra Fria, criando um desafio para o presidente norte-americano Barack Obama num momento em que ele tenta ampliar as relações de seu país com a América Latina.

Zelaya criou as bases para o encontro deste sábado, que deve acontecer na casa de em San Jose, antecipando que consideraria a mediação um fracasso a menos que Micheletti concordasse em deixar a presidência.

Falando do exílio na Nicarágua na sexta-feira, ele disse que retornaria a Honduras "de um jeito ou de outro", independentemente dos resultados das negociações.

Micheletti tem dito que a volta de Zelaya ao poder é inegociável. Ele admitiu que poderia deixar a presidência, com a condição de que Zelaya não reassuma o posto de presidente. A despeito do discurso agressivo de ambas as partes, Arias lançou um sinal de esperança nos esforços de mediação.

"Eu acredito que tem havido uma flexibilização em relação às posições iniciais", disse.

Os militares derrubaram Zelaya acusando-o de violar a constituição do país por tentar estender seu mandato presidencial. Micheletti tem dito que Zelaya sera preso e enfrentará processos se retornar ao país.

(Reportagem adicional de Simon Gardner, Esteban Israel e Juana Casas em Tegucigalpa e de Carlos Quiroga em La Paz)

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