Negociações sobre crise no Zimbábue continuarão segunda-feira na Suazilândia

Harare, 18 out (EFE).- As negociações para a formação de um Governo de união nacional no Zimbábue continuarão segunda-feira, na Suazilândia, disse hoje o ex-presidente da África do Sul e mediador do diálogo, Thabo Mbeki.

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"As negociações continuam. Não se pode dizer que estão estagnadas", afirmou Mbeki aos jornalistas esta madrugada, após mais de oito horas de conversas entre os líderes do partido governista União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF) e do oposior Movimento pela Mudança Democrática (MDC).

"Sei com certeza que a 'troika' está muito a favor de que este assunto seja resolvido com extrema urgência", declarou o sul-africano.

No entanto, o líder da facção majoritária do MDC, Morgan Tsvangirai, se mostrou pessimista quanto ao êxito da mediação de Mbeki.

Tsvangirai admitiu que, após quatro dias de intensas negociações com o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e o líder da facção minoritária do MDC, Arthur Mutambara, não há consenso algum.

No diálogo, a Zanu-PF insistem em ficar com todos os ministérios estratégicos, inclusive os de Finanças, Interior (que controla a Polícia) e Justiça, o que deixaria o MDC fora das decisões do Governo.

O acordo que as partes buscam, a partir do qual Mugabe continuaria presidente e Tsvangirai assumiria como primeiro-ministro, concede a Mutambara o posto de vice-primeiro-ministro.

O Gabinete terá 31 ministérios, 15 para a Zanu-PF, 13 para a facção do MDC liderada por Tsvangirai e três para o grupo de Mutambara.

Tsvangirai também exige a realização de novas eleições se o acordo de compartilhamento de poder com Mugabe não der certo. EFE sk/wr/sc

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