San José, 18 jul (EFE).- A rodada de diálogo que acontece hoje na Costa Rica para buscar uma saída ao conflito político em Honduras se dá de maneira produtiva, mas, até o momento, sem um acordo sobre a solução proposta pelo líder costarriquenho e mediador, Óscar Arias.

Porta-vozes oficiais informaram que é "bom" e "produtivo" o ambiente na reunião entre as delegações que representam o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya e o novo Governo de Roberto Micheletti.

Já se passaram mais de seis horas desde que Arias leu às partes uma proposta de sete pontos para chegar a uma saída à crise, que gira em torno da reposição de Zelaya no poder e na formação de um Governo de união nacional.

Desde então, as delegações fizeram inúmeras ligações telefônicas para consultar seus líderes sobre a proposta de Arias, de acordo com fontes vinculadas ao diálogo, mas a incerteza ainda é a tônica do dia.

A longa jornada de mediação liderada pelo líder costarriquenho pode seguir neste domingo se as partes não derem nenhum passo concreto hoje, uma possibilidade que surge com força.

Os porta-vozes oficiais disseram que nenhuma das partes abandonou o diálogo em nenhum momento, mas que não há uma hora prevista para a conclusão das negociações de hoje.

Vilma Morales, ex-presidente da Suprema Corte de Justiça (CSJ) e integrante da comissão de Micheletti no diálogo realizado na Costa Rica, disse a uma emissora hondurenha que sua delegação não pretende fechar "nenhum acordo" que desrespeite as instituições e a Constituição de Honduras.

As discussões se centram na oferta apresentada por Arias, que também inclui uma anistia para crimes políticos, a antecipação das eleições hondurenhas de novembro para outubro e a criação de uma comissão que acompanhe os possíveis acordos.

O acordo busca que Zelaya renuncie a sua pretensão de realizar qualquer consulta popular que não esteja avalizada pela Constituição.

Em 28 de junho, Zelaya foi capturado pelo Exército e expulso do país em direção a Costa Rica, horas antes de começar uma consulta que tinha sido declarada ilegal por diferentes instituições do Estado e que finalmente não ocorreu. EFE dmm/db

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