Negociações com Israel para troca de presos terminaram, diz Hamas

GAZA - Salah al-Bardawil, dirigente do movimento islâmico Hamas, afirmou nesta quarta-feira que terminaram as conversas indiretas com Israel para conseguir uma troca de prisioneiros palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit, retido em Gaza desde junho de 2006.

EFE |

Bardawil, chefe do bloco parlamentar do Hamas, disse, em entrevista coletiva na Faixa de Gaza, que "Israel é o único plenamente responsável pelo colapso das conversas para conseguir uma troca de prisioneiros".

Na terça-feira, Israel deu por concluídas essas negociações, que tiveram mediação do Egito e que se intensificaram na última semana, depois que as partes não entraram em acordo sobre o número, identidade e destino dos presos palestinos que poderiam ser libertados.

"Apresentamos uma lista com os nomes de prisioneiros a Israel através do Egito há 30 meses. Não a mudamos nem acrescentamos nada novo", disse o dirigente do movimento islâmico palestino.

A imprensa israelense informou que o Hamas aumentou suas exigências para conseguir uma troca, aproveitando a conjuntura de que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, está sendo pressionado pela opinião pública para conseguir a libertação de Shalit, capturado por diversas milícias palestinas.

O dirigente islâmico acrescentou que os sequestradores do militar "insistem em que 450 presos com sentenças longas sejam libertados em primeiro lugar, e crianças, mulheres, deputados e ministros deveriam ser libertados em uma segunda fase".

O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, e outras duas facções palestinas capturaram Shalit em junho de 2006, após atacar uma base militar israelense ao sul da fronteira com Gaza.

"Israel seguiu todo o tempo uma política de demora e ameaça aos esforços egípcios para concretizar o acordo", acrescentou Bardawil.

Bardawil pediu ao Egito para declarar que foi o responsável pelo fracasso da negociação e acrescentou que "pedimos aos nossos prisioneiros e nosso povo para serem pacientes diante das ameaças de Israel".


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