Negociação para novo governo entra em fase decisiva

Partido Liberal-Democrata, de Nick Clegg, negocia com conservadores e trabalhistas o apoio para a formação de novo governo

iG São Paulo |

As negociações para formar um governo na Grã-Bretanha entram nesta terça-feira em uma etapa decisiva, que coloca o liberal democrata Nick Clegg ante o difícil dilema de fazer um pacto com os conservadores de David Cameron ou com os trabalhistas depois da renúncia de seu líder Gordon Brown .

AP
Primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, durante entrevista na última terça-feira
Clegg, praticamente um desconhecido antes da campanha eleitoral, tem duas ofertas sobre a mesa e a chave do futuro governo do qual nenhum dos grandes partidos conseguiu a maioria absoluta nas eleições de quinta-feira passada.

O líder do partido conservador, David Cameron, afirmou nesta terça-feira que chegou a hora dos liberais democratas se pronunciarem sobre o pacto de governo que permitirá pôr fim à incerteza provocada pela falta de maioria absoluta no parlamento.

"Fiz uma oferta muito completa, muito aberta e muito razoável aos liberal-democratas para integrar um governo estável", afirmou Cameron aos jornalistas. "Agora creio que chegou a hora da decisão, a hora da decisão para os liberal-democratas, e espero que tomem a decisão correta", afirmou ainda, acrescentando que o país precisa urgementemente de um governo.

O líder dos chamados 'lib-dems', que mantém negociações há cinco dias com os conservadores e também desde segunda com os trabalhistas, declarou que as negociações se encontram em sua fase final.

Renúncia de Brown e oferta consevadora

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, anunciou na segunda-feira sua renúncia como líder do Partido Trabalhista para facilitar um eventual pacto com os liberal-democratas. Ele afirmou que seu partido iniciará "negociações formais" com os liberais para a formação de um novo governo, após terem recebido uma solicitação formal do líder da legenda, Nick Clegg.

Diante dos novos desdobramentos, o anúncio de Brown é interpretado no ambiente político britânico como uma medida com o objetivo de tentar facilitar um acordo entre trabalhistas, que ficaram com 258 cadeiras no Parlamento, e liberal-democratas, que obtiveram 57. Os conservadores ficaram a 20 cadeiras da maioria absoluta: conquistaram 306 de 326.

Logo após o anúncio de Brown, o vice-líder do Partido Conservador, William Hague, disse ter feito uma "oferta final" aos liberal-democratas de um referendo sobre a reforma eleitoral britânica para evitar que "outro primeiro-ministro não eleito" assuma o poder.

Em um pronunciamento em frente à Câmara dos Comuns em Londres, Hague afirmou que um acordo com os conservadores é a única forma de garantir o "governo forte, estável" que os liberal-democratas afirmam querer, pois daria aos dois partidos, "uma maioria parlamentar segura de 76 (assentos)".

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