Negar o Holocausto é crime em muitos países europeus, diz Comissão Europeia

BRUXELAS - A Comissão Europeia (CE) lembrou nesta sexta-feira que negar o Holocausto é crime em vários países da União Europeia (UE), e disse que isso deveria ser levado em conta pelo bispo britânico Richard Williamson.

EFE |

Williamson chegou ontem a Londres após ser expulso da Argentina por causa de polêmicas declarações sobre o genocídio.

O bispo negou na televisão pública sueca "Svt" que as câmaras de gás nazistas tivessem sido usadas para exterminar judeus, e disse que no Holocausto não morreram seis milhões de pessoas, mas entre 300 mil e 400 mil.

"Isso é um crime na maior parte dos Estados-membros da UE. As jurisdições nacionais são competentes para condená-lo", indicou o comissário europeu de Justiça, Jacques Barrot, ao término do Conselho de ministros realizado nesta sexta em Bruxelas.

Barrot disse que se Williamson repetisse essas declarações na França, por exemplo, teria de enfrentar as consequências, já que a legislação nacional condena a negação do Holocausto.


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