Necropsia revela que carioca desaparecido no Malauí morreu de hipotermia

O Ministério das Relações Exteriores confirmou, nesta quinta-feira, que o resultado da necropsia no corpo do economista carioca Gabriel Buchmann, de 28 anos, encontrado morto na última quarta-feira no Malauí, aponta que ele morreu de hipotermia. De acordo com o Itamaraty, o corpo de Buchmann foi encontrado em uma área que fica a cerca de mil metros abaixo do topo do pico Sapitwa.

BBC Brasil |

Ao que tudo indica, o economista não teria suportado as baixas temperaturas do local.

Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores, junto ao corpo do carioca foi encontrada uma câmera fotográfica que continha fotografias do topo do pico, o que pode indicar que Buchmann estava fazendo o caminho de volta quando morreu.

A última foto contida no aparelho data do dia 19 de julho. O economista estava desaparecido desde o dia 17 de julho.

O corpo, que foi localizado na última quarta-feira, foi retirado do local por terra na manhã desta quinta -feira e levado até o hospital de Blantyre, onde foi realizada a necropsia.

O Itamaraty ainda não tem informações sobre quando o corpo será transladado para o Brasil.

Escalada
No dia 17, o carioca iniciou, sem a ajuda de guia, a escalada do Monte Mulanje, no sul do país africano.

Ele foi visto na última vez no mesmo dia, quando se preparava para a subida final ao pico Sapitwa, de 3.002 metros de altura. O pico Sapitwa é o maior da África Central. Na língua local, seu nome significa "área proibida".

Duas equipes participavam das buscas no Malauí, uma por terra e outra por ar.

O corpo de Gabriel foi encontrado pela equipe de solo, composta por voluntários canadenses e bombeiros cariocas.

Buchmann viajava pelo mundo desde julho de 2008, tendo visitado 60 países como preparação para o doutorado em Economia da Pobreza que pretendia cursar na universidade americana da Califórnia.

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