Nazistas mataram por eutanásia primo portador de deficiência do Papa Bento XVI

Os nazistas mataram por eutanásia um primo do Papa Bento XVI, devido à trissomia - estado em que núcleo, célula, ou organismo apresenta um complemento cromossômico contendo um cromossomo adicional que se junta ao lote diplóide normal. O anúncio foi feito hoje pelo irmão do pontífice, Georg Ratzinger, à agência de notícias católica alemã KNA.

AFP |

Georg Ratzinger confirmou, assim, uma informação revelada em recente biografia do papa escrita pelo historiador americano Brennan Purcell.

O primo em questão, filho de uma irmã da mãe do papa, foi retirado da família em 1941, aos 14 anos de idade, precisou o irmão mais velho de Bento XVI, ele também sacerdote.

"A família resistiu bravamente, mas os médicos autorizaram a justiça a tirar a criança dos pais", segundo extratos do livro de Brennan Purcell recentemente citados pelo jornal popular alemão Bild.

Segundo Purcell, foi apenas em 1945 que o destino do rapaz passou a ser conhecido: seu nome foi divulgado numa lista de vítimas da política nazista de eutanásia sistemática, lista esta descoberta pelas tropas americanas.

Georg Ratzinger confiou à KNA que ele não se lembrava de ter encontrado alguma vez o primo sacrificado e que havia sido informado tardiamente de seu destino. "Ficamos horrorizados, mas nunca falamos do assunto em casa", acrescentou.

O Papa alemão Joseph Ratzinger, que cresceu sob o nazismo e foi alistado nas Juventudes hitlerianas, não perde nunca uma oportunidade para reafirmar a condenação pela Igreja Católica de "todas as formas de eutanásia".

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