Navios russos deixam Nicarágua antes do programado

Manágua, 14 dez (EFE).- Os três navios de guerra russos que chegaram na sexta-feira à Nicarágua pelo Mar do Caribe, sem autorização do Congresso local, como determina sua Constituição, abandonaram o país dois dias antes do programado, informaram hoje fontes militares.

EFE |

A esquadra russa, integrada pela fragata caça-submarinos "Almirante Chabanenko" e dois navios de apoio, zarpou de águas nicaragüenses pouco antes da meia-noite do sábado, disse à agência Efe o porta-voz do Exército da Nicarágua, tenente-coronel Romeo Álvarez.

O destróier "Chabanenko" e os navios de apoio "Ivan Bubnov" e "SB-406", com uma tripulação de 650 homens, tinham programado permanecer na Nicarágua até amanhã, segundo a Marinha russa.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, suspendeu ontem, na última hora uma viagem ao Caribe, onde daria as boas-vindas aos três navios "por problemas de clima", indicou a rádio governista "Ya" (Já).

A frota russa chegou à Nicarágua procedente do Panamá, onde reabasteceu após participar no início do mês de manobras conjuntas com a Marinha venezuelana.

Os navios russos entraram na Nicarágua apesar da oposição parlamentar nicaragüense solicitar a Moscou que os mantivesse em águas internacionais até que ratificasse sua permissão para entrar ao país, como manda a Constituição.

A respeito disto, o embaixador russo em Manágua, Igor Kondrashev, disse à imprensa que seu país não quer "violar as leis da Nicarágua" e que a visita dessa frota foi em "missão amistosa e humanitária".

A Marinha russa concedeu um donativo à Nicarágua avaliado em US$ 200 mil, de bens como remédios, computadores e equipamentos elétricos.

Os três navios russos atracaram a nove milhas (16,67 quilômetros) do porto de El Bluff, na Região Autônoma do Atlântico Sul.

A Nicarágua foi o único país do mundo, junto à Rússia, em reconhecer a independência das regiões independentistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul. EFE lfp/jp

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