Navios russo e britânico impedem novo ataque de piratas da Somália

Moscou, 12 nov (EFE).- A patrulheira russa Neustrashimi e a fragata britânica Cumberland impediram hoje um novo ataque dos piratas da Somália no Golfo de Áden, agora contra um navio da Dinamarca.

EFE |

Segundo uma nota oficial da Marinha russa, os piratas abriram fogo contra o navio dinamarquês "Powerfull" e tentaram invadir a embarcação duas vezes, sem sucesso. A ação contou ainda com dois helicópteros, um de cada país.

A tripulação do "Powerfull", de propriedade de uma firma dinamarquesa, mas que navega sob bandeira das Bahamas, inclui 15 marinheiros russos.

O porta-voz da Marinha russa, Igor Digalo, informou ontem que o "Neustrashimi" escoltaria o navio durante a passagem pelo Golfo de Áden para evitar um ataque dos piratas.

Aparentemente, as autoridades dinamarquesas solicitaram à Rússia que garanta a segurança desse e de outro navio, o "CEC Commander".

No início de outubro, o embaixador da Somália em Moscou afirmou que o Governo de seu país permitiria a ação de navios russos em suas águas contra os piratas, que atacam embarcações que navegam pela costa do Chifre da África.

O diplomata explicou que a Somália queria conceder à Marinha russa um status especial para supervisionar a situação no litoral do país africano.

Na semana passada, um cargueiro dinamarquês foi seqüestrado nas águas do Golfo de Áden, perto da Somália, com 11 russos, um lituano e um georgiano a bordo.

Este caso aumenta para 81 o número de embarcações atacadas este ano na África. Onze delas ainda estão nas mãos dos piratas, que mantêm detidos mais de 200 membros de suas tripulações.

Entre os navios que continuam em poder das piratas está o cargueiro ucraniano "Faina", cuja tripulação é formada por dois russos, 17 ucranianos e um letão. O capitão do navio, o russo Vladimir Kolobkov, morreu vítima de um ataque do coração.

O cargueiro, cujos movimentos são observados atentamente por navios da Marinha dos Estados Unidos, transportava mais de 30 tanques e muita munição quando foi capturado.

As águas do Golfo de Áden são consideradas as mais perigosas do mundo, junto às da Nigéria. Em junho, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou uma resolução que autoriza os navios de guerra estrangeiros a perseguirem os piratas, mas desde que eles recebam o sinal verde das autoridades da Somália. EFE io/dp

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