Navios do setor de petróleo são atacados na costa da Nigéria

Por Randy Fabi ABUJA (Reuters) - Homens armados postados em lanchas atacaram três navios prestadores de serviços ao setor petrolífero e sequestraram pelo menos dois russos em duas ações separadas no delta do Rio Níger, na Nigéria, disseram neste sábado fontes da indústria e da segurança privada.

Reuters |

Os navios Falcon Crest e Falcon Wings foram atacados na noite de sexta-feira ao largo da costa do Estado de Akwa Ibom, no sul da Nigéria, perto de instalações petrolíferas operadas pela empresa canadense Addax Petroleum.

Um filipino, capitão de uma das embarcações, foi morto, disse uma fonte da área de segurança. Os atacantes teriam escapado para águas territoriais do Camarões, nas proximidades.

Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pela ação.

Nos últimos meses tem sido registrado aumento da pirataria e dos sequestros no Estado de Akwa Ibom, que faz fronteira com o Camarões.

Há quatro meses, a Nigéria entregou ao Camarões a península de Bakassi, rica em petróleo e situada nas imediações, fato que irritou muitos nigerianos cujas famílias depois disso se reassentaram em Akwa Ibom.

Militantes da área se opõem à transferência, efetivada em 14 de agosto, em cumprimento a uma determinação da Corte Mundial.

Os ataques de sexta-feira ocorreram em uma área em alto-mar conhecida como OML 123, região de 370 quilômetros quadrados controlada, sob licença, pela Addax. Seis outros incidentes semelhantes foram registrados na região este ano, o mais recente deles duas semanas atrás.

A Addax e representantes da polícia não foram encontrados para comentar o fato.

Um terceiro navio, operado pela companhia petrolífera nigeriana Monipulo, foi atacado por piratas no sábado de manhã perto dos campos petrolíferos de Abana, em alto-mar, perto da fronteira com o Camarões.

Homens armados em lanchas também atacaram um complexo residencial e sequestraram dois russos que trabalham para uma empresa de alumínio no porto de Ikot Abassi, em Akwa Ibom, na manhã de sábado, segundo fontes da segurança.

A pirataria é comum no Golfo da Guiné, na costa da Nigéria. Já os ataques a instalações petrolíferas e os sequestros para obtenção de resgate são frequentes nas ramificações do delta do Rio Níger, onde fica a maior indústria de gás e de petróleo da África.

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