Navios com ajuda iraniana vão em direção a Gaza

Envio das embarcações deve elevar tensão entre Israel e Irã

iG São Paulo |

O Irã está enviando navios com ajuda para Gaza, que sofre um bloqueio do governo de Israel, informou a rádio estatal nesta segunda-feira. O envio das embarcações deve ser considerado provocativo por Israel, que acusa Teerã de armar o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza.

Um navio deixou um porto iraniano no domingo e outro partirá até sexta-feira carregado de alimentos, materiais de construção e brinquedos, segundo informações divulgadas pela rádio do Irã. "Até o fim do bloqueio israelense a Gaza, o Irã vai continuar a embarcar ajuda", disse um porta-voz da Sociedade Iraniana para a Defesa dos Palestinos.

Irã já enviou ajuda a Gaza no passado, por meio do Egito. Não estava claro se essa nova ajuda usará o Egito como meio de chegar à região ou se tentará ir diretamente a Gaza.

No dia 31 de maio, comandos militares israelenses invadiram navios apoiados pela Turquia que tentavam romper o bloqueio a Gaza e levar ajuda humanitária à região. Nove pessoas morreram no ataque.

Bloqueio suavizado

Na última semana, Israel suavizou o bloqueio imposto a Gaza ao permitir a entrada pela primeira vez nos últimos três anos de alimentos como bebidas não-alcoolicas, marmelada e doces.

A medida foi anunciada em meio à pressão internacional sobre Israel para que relaxe o bloqueio à faixa palestina, após o ataque militar na semana passada a uma embarcação humanitária que seguia para Gaza e no qual morreram nove ativistas turcos.

Israel iniciou o bloqueio a Gaza em 2006 e reforçou a medida um ano depois, quando Hamas assumiu o controle da faixa, depois de expulsar as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas.

Desde então, Israel só permitiu o acesso a Gaza de alguns alimentos básicos e proibiu a importação da maioria dos eletrônicos e dos materiais de construção, com o argumento de que poderiam ser utilizados com fins militares.

As organizações de direitos humanos defendem que o bloqueio não é um assunto de segurança, mas um castigo coletivo, e citam como exemplo que Israel proíbe a entrada de salvia e gengibre, mas não a de canela.

O Egito, que contribuía para aplicar o bloqueio israelense ao manter fechada a fronteira com Gaza, abriu semana passada a passagem de Rafah para facilitar a entrada de ajuda após a abordagem do comboio de ajuda humanitária que chegava pelo mar.

* Com Reuters e AFP

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