Paris, 30 jul (EFE).- O navio oceanográfico Pourquoi Pas, encarregado das investigações das caixas-pretas do Airbus A330 da Air France acidentado em 1º de junho entre Rio de Janeiro e Paris, está na área e começou a observação do fundo marítimo.

A embarcação do Instituto Francês de Pesquisa para Exploração do Mar (Ifremer, em francês) chegou, como estava previsto, na segunda-feira "à área, para a segunda fase da investigação dos registradores de voo do AF447", informou o Escritório de Investigações e Análises (BEA, em francês), em comunicado.

"O trabalho de observação do fundo marítimo começou, na área considerada a mais provável, com a ajuda de um sonar" e os submarinos "Victor 6000" e "Nautile".

É preciso, afirmou o BEA, "em um primeiro momento, identificar o lugar onde estão os destroços do avião, para depois proceder a busca dos registradores".

Estes dispositivos podem ser determinantes para explicar o acidente, apesar de a profundidade onde se encontram - calcula-se que entre 3 mil e 3,5 mil metros - e o relevo do Oceano Atlântico na área do acidente onde morreram 288 pessoas dificultarem a tarefa.

A primeira fase das investigações, que consistiu na busca e registro de sinais acústicos, terminou em 10 de julho, pois estes dispositivos param de emitir um mês depois do acidente.

Após esta iniciativa, a França mobilizou o submarino nuclear de ataque "Emeraude", a primeira vez que era utilizado para este tipo de operação.

Além disso, o BEA "toma nota do compromisso da Airbus de participar financeiramente na continuação das investigações, se uma terceira fase na área for considerada necessária", afirmou, no comunicado.

Neste sentido, o presidente da Airbus, Thomas Enders, informou do compromisso da companhia "de apoiar a continuação da investigação mediante uma contribuição importante", destacou, em declarações ao jornal francês "La Tribune".

Assim, a Airbus destinaria um investimento de entre 12 milhões e 20 milhões de euros, distribuídos em três meses, pelo menos, às investigações do BEA. EFE inmg/an

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