Navio líbio com ajuda a Gaza segue em direção a porto egípcio

Embarcação "Amalthea" transporta duas mil toneladas de ajuda humanitária e é acompanhada por Exército de Israel

EFE |

O navio "Amalthea", que pretende levar ajuda humanitária líbia a Gaza, segue sua trajetória rumo ao porto egípcio de Arish, e se encontra a algumas dezenas de milhas do litoral da Península do Sinai.

Fontes militares israelenses que pediram a preservação do anonimato disseram que "segundo informações que temos, parece que o navio realmente se dirige a Arish, sem que até agora tenha havido nenhuma intervenção por parte do Exército israelense".

© AP
Imagem de vídeo amador mostra ativistas com bandeira palestina a bordo do navio Amalthea
Navios de guerra rodearam o "Amalthea" para garantir que seu destino seja o porto egípcio e não o de Gaza. A imprensa local deu informações sobre uma avaria no navio durante a madrugada, o que fez com que a embarcação ficasse parada por algumas horas, mas, segundo o Exército israelense, o problema já deve ter sido reparado, pois voltou a navegar.

O cargueiro de bandeira moldávia é perseguido desde terça-feira à tarde, e Israel informou que deve atacar caso seu capitão tente romper o bloqueio naval à faixa. O "Amalthea" (expressão que em português quer dizer "A Esperança") é propriedade de uma empresa grega, e foi fretado por uma ONG islâmica presidida por Saif Gadafi, filho do líder líbio Muammar Kadafi.

A embarcação transporta duas mil toneladas de ajuda humanitária e partiu da Grécia no sábado com o porto egípcio de Arish como destino, segundo a documentação portuária. Uma vez em alto-mar, o capitão e a ONG reconheceram que seu verdadeiro destino era Gaza, submetida a bloqueio israelense desde 2007, quando o movimento islamita Hamas tomou o controle do território.

Na terça-feira, após as primeiras conversas por rádio com a Marinha israelense, o capitão do navio aceitou aparentemente descarregar sua carga no porto de Arish, mas fontes militares israelenses advertiram que, de toda forma, "seguiriam seus passos até confirmar que vai fazê-lo". O desvio rumo ao porto egípcio não foi confirmado em nenhum momento por nenhuma fonte palestina de Gaza nem da ONG líbia que coordena o movimento humanitário.

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