Navio irlandês se aproxima de Gaza, segundo fontes israelenses

De acordo com fontes, embarcação continua navegando. Base perdeu contato

EFE |

Jerusalém - O navio irlandês "Rachel Corrie", que fazia parte da frota humanitária que foi atacada por Israel na última segunda-feira, "segue se aproximando" de Gaza, segundo informaram à agência Efe fontes diplomáticas israelenses. As fontes, que pediram o anonimato, informaram às 11h locais (5h em Brasília) que o navio continua navegando rumo a Gaza.

Estava programado que a embarcação chegasse junto aos demais participantes da frota na segunda-feira, mas houve um atraso, e a tripulação decidiu partir sozinha depois. "É a única coisa que sabemos. Também podemos dizer que prosseguem as discussões para resolver o assunto de forma negociada", acrescentaram as fontes, depois que a base do navio, no Chipre, informou horas antes que tinha perdido o contato por rádio com o navio. "Não sabemos onde se encontra, pois perdemos o contato radiofônico com o navio. Acreditamos que Israel tenha interferido no sistema", disse à agência Efe desde Larnaca Audrey Bomse, advogada da "Free Gaza", uma das organizações que faz parte da expedição.

"Eles podem estar voltando ao Chipre ou seguindo rumo a Gaza. Não sabemos", disse a fonte, contatada por telefone desde Jerusalém. Bomse fez estas declarações depois que a imprensa israelense informou que o navio tinha recebido a instrução por parte dos organizadores de retornar devido à "sabotagem" israelense de seu sistema de comunicações. Contatadas pela Efe, fontes militares israelenses asseguraram que também não têm informação sobre o paradeiro do navio. Israel advertiu que impedirá a chegada do "Rachel Corrie" a Gaza, como fez na segunda-feira com os outros navios da frota.

Andy David, porta-voz do Ministério israelense de Assuntos Exteriores, disse na quinta-feira à Efe que seu país tinha enviado "mensagens através da Irlanda", para que a tripulação do navio "aceite deixar a carga humanitária no porto de Ashdod", em Israel, e desista de chegar a Gaza. David confirmou que Israel não recebeu resposta a essas mensagens.

O Exército israelense atacou os seis outros navios da frota em águas internacionais na segunda-feira, matando nove ativistas turcos - um deles com dupla nacionalidade turco-americana - que viajavam em um deles, o "Mavi Marmara". A abordagem também deixou dezenas de pessoas feridas, em sua maioria manifestantes, também turcos.

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