Navio de guerra indiano destrói embarcação pirata no Golfo de Áden

Nova Délhi, 19 nov (EFE).- Uma fragata indiana de patrulha no Golfo de Áden enfrentou em alto-mar um suposto navio pirata, que foi afundado, informaram fontes militares.

EFE |

O confronto ocorreu na terça-feira à noite a 285 milhas náuticas ao sudoeste de Salalah (Omã), quando a patrulheira da Marinha indiana avistou uma embarcação com duas lanchas a reboque "parecido com o descrito em boletins piratas como o 'navio-mãe'", informou o Ministério da Defesa da Índia, em comunicado.

A fragata "se aproximou do navio e ordenou que parasse para investigação. Após várias advertências, a resposta ameaçadora do navio foi que explodiria o navio de guerra se este se aproximasse.

(Os marinheiros indianos) avistaram piratas correndo na cobertura com metralhadoras e lança-granadas", acrescentou.

Segundo a nota, os piratas atiraram contra o navio de guerra, que também abriu fogo e causou um incêndio e duas explosões na embarcação pirata, provocados, "possivelmente", pela munição armazenada.

O ministério não confirmou se houve mortos, mas o porta-voz da Marinha, Neerad Sinha, citado pela agência indiana "PTI", disse que "alguns" piratas morreram no navio, que ficou "destruído".

Segundo o comunicado do ministério, os piratas fugiram nas duas lanchas que o "navio-mãe" levava a reboque, e a fragata iniciou uma perseguição, mas só encontrou uma das duas embarcações, quando esta já estava abandonada.

Uma fonte não identificada citada pela agência indiana "Ians" confirmou que o navio principal dos piratas afundou durante o confronto.

Desde sua chegada ao Golfo de Áden, em 2 de novembro, a fragata escoltou cerca de 35 navios, incluindo alguns estrangeiros, em águas que foram cenário de dezenas de abordagens piratas nos últimos meses.

A fragata já tinha frustrado uma tentativa de abordagem pelos piratas de dois navios mercantes - um indiano e outro saudita -, após receber uma chamada de socorro, em 11 de novembro.

Em junho, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou uma resolução que autoriza navios de guerra estrangeiros a perseguir os piratas, com a devida autorização das autoridades da Somália. EFE daa/an

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