Navio de cruzeiro com vítimas da gripe H1N1 aporta na França

Por Sophie Hardach PARIS (Reuters) - Um navio de cruzeiro levando dezenas de vítimas de gripe H1N1 entre seus 5 mil passageiros e tripulantes aportou na França nesta sexta-feira, depois de partir da cidade italiana de Nápoles com destino a Marselha, informaram autoridades francesas.

Reuters |

As ações da empresa norte-americana e norueguesa Royal Caribbean, proprietária do transatlântico, caíram até 7 por cento no mercado de Oslo depois da notícia de que 60 tripulantes haviam sido diagnosticados com a chamada gripe suína, enquanto a pandemia continua a se disseminar.

Outros 70 tripulantes apresentaram sinais da doença, afirmaram autoridades locais em um comunicado nesta sexta-feira. Nenhum dos 3.600 passageiros foi notificado como doente.

As pessoas infectadas estão sendo tratadas e permanecerão a bordo do cruzeiro "Voyager of the Seas", que aportou em Villefranche, no sul da França, na manhã de sexta-feira, dentro do itinerário previsto e continuará a viagem para Marselha à noite.

Todos os outros membros da tripulação de 1.500 pessoas também permanecerão a bordo e foram isolados em seus quartos, embora os passageiros tenham sido autorizados a desembarcar durante o dia.

Nenhum dos infectados estava em estado grave e o navio não precisou de assistência médica adicional nem de medicamentos, informou a porta-voz da autoridade local, Geraldine Soulier.

Na França, mais de mil casos de gripe suína foram confirmados e a Organização Mundial da Saúde afirmou este mês que o vírus ainda estava se propagando rapidamente e afetando grupos de pessoas mais velhas, que haviam sido poupados no início do surto.

Na quinta-feira, as autoridades francesas afirmaram que uma garota de 14 anos infectada pelo H1N1 morreu, no primeiro caso fatal registrado na França de alguém com o vírus.

Mas elas afirmaram que a garota sofria de uma série de outros problemas muito graves e não estava claro se a morte dela foi causada pelo vírus da gripe.

A propagação do vírus H1N1 forçou as companhias de viagem a modificar itinerários e cortou drasticamente a demanda de viagens ao México, onde se acredita que a doença começou.

A Royal Caribbean, a segunda maior operadora de cruzeiros do mundo, foi afetada tanto pelas mudanças de rota como pela demanda reduzida.

Ao divulgar o resultado de seus lucros do segundo trimestre no começo da semana, a companhia disse que os lucros por ação de 2009 provavelmente seriam um terço menor que o previsto um mês atrás, em parte em razão do impacto crescente da gripe suína.

Às 11h (horário de Brasília), as ações da Royal Caribbean estavam em baixa de 3,6 por cento a 89,56 coroas norueguesas.

(Reportagem adicional de Wojciech Moskwa, em Oslo)

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