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Nave Atlantis começa perigosa missão para melhorar Hubble

Washington, 11 mai (EFE).- Os sete astronautas do ônibus espacial Atlantis partiram hoje em uma perigosa missão de 11 dias para melhorar a capacidade do telescópio espacial Hubble, que durante 19 anos se especializou em captar imagens únicas do Universo.

EFE |

A nave partiu às 15h01 (Brasília) do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, e caso cumpra todo o programa da missão, que inclui cinco caminhadas espaciais, retornará em 22 de maio.

Os planos para a reparação de alguns equipamentos, a manutenção de outros, e a instalação de instrumentos ainda mais poderosos no Hubble foram adiadas durante meses devido a problemas técnicos.

O Hubble, colocado em órbita em 1990 durante uma viagem da nave "Discovery", completou mais de 97 mil órbitas da Terra, e transmitiu à humanidade imagens únicas das profundezas do Universo, antes invisíveis a telescópios terrestres.

É a quinta e última vez que uma nave vai ao encontro do Hubble, a mais de 600 quilômetros da Terra, para consertos e manutenção.

Em breve, os Estados Unidos porão fim à era dos ônibus espaciais, que começou em 1981. Desde então, em duas ocasiões houve a perda de duas dessas naves e 14 tripulantes.

A missão custará à Nasa US$ 1,1 bilhão. A agência espacial americana e a agência espacial europeia gastaram US$ 10 bilhões no conceito, desenho, construção e lançamento do Hubble.

A missão hoje iniciada pela nave "Atlantis" tem no comando o capitão retirado da Marinha de Guerra dos EUA Scott Altman, que tem em seu currículo três missões de nave.

O capitão é acompanhado pelo piloto Gregory Johnson e os especialistas Michael Good, John Grunsfeld, Andrew Feustel, Megan McArthur e Mike Massimino.

Uma vez que o "Atlantis" se aproxime do Hubble na quarta-feira, estenderá seu braço robótico, fará os reparos no telescópio e o colocará no bagageiro aberto da nave.

Na quinta-feira, Grunsfeld e Feustel sairão da nave e trabalharão durante seis horas no Hubble, na primeira de cinco caminhadas programadas para a missão, que é muito diferente das que são feitas por naves na Estação Espacial Internacional (ISS).

Ao contrário dos acoplamentos com a ISS - um projeto de US$ 100 bilhões no qual participam 16 nações -, os astronautas do "Atlantis" não estarão encostados em uma base de operações, mas a nave será seu único refúgio em caso de problemas.

Isso significa que se o "Atlantis" sofrer um problema durante o lançamento ou quando os astronautas estiverem realizando sua missão no Hubble, não poderão se refugiar na Estação Espacial, que orbita a cerca de 350 quilômetros da Terra.

O Hubble orbita em uma área onde é maior a presença de lixo espacial - os restos jogados ao espaço em cinco décadas de prospecção humana - e caso a nave fique encalhada no telescópio, os astronautas poderiam se refugiar no "Atlantis" por apenas 25 dias antes de ficar sem ar.

Caso ocorra algum acidente, a Nasa tem uma segunda nave, "Endeavour", pronta em outra rampa do Centro Kennedy para partir em busca dos astronautas do "Atlantis".

O telescópio fez grandes descobertas no passado, entre elas a de calcular a idade do Universo (13,7 bilhões de anos), determinar que virtualmente todas as galáxias maiores têm buracos negros em seu centro, e que o processo de formação de planetas é relativamente comum.

O Hubble também permitiu detectar pela primeira vez a presença de moléculas orgânicas na atmosfera de um planeta que orbita outra estrela que não seja o Sol, e determinar que a velocidade de expansão do Universo se acelera, impulsionada por uma força desconhecida que compõe mais de 75% do mesmo. EFE jab/rr

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