Nave de abastecimento se acopla à Estacão Espacial Internacional

O Veículo Automatizado de Transferência (ATV), a nave de abastecimento Julio Verne, se acoplou nesta quinta-feira, às 14H45 GMT, à Estação Espacial Internacional (ISS), segundo imagens transmitidas ao vivo do centro de coontrole do ATV em Toulouse (sul da França).

AFP |

A uma velocidade de seis a sete centímetros por segundo, o veículo de mais de 17 toneladas entrou em contato com a área de acoplamento do módulo russo Zvezda, situado na parte traseira da ISS.

O ATV e a ISS se deslocam a 28.000 km/h em uma órbita a 350 km de altitude.

Para a Europa, a missão do ATV (Automated Transfer Vehicle) "Júlio Verne" apresenta várias inovações: trata-se do maior veículo lançado por um foguete Ariane 5, que teve de ser modificado, e o vôo será seguido desde o novo centro de controle construído em Toulouse (sudoeste da França).

O ATV, que teve seu primeiro exemplar batizado com o nome do visionário autor do livro "Da Terra à Lua", é um veículo que vai abastecer a ISS com água; ar; ergol - componente do propergol, utilizado como combustível nos foguetes - e material científico, além de auxiliar na correção da órbita da Estação.

Após seis meses de missão, o ATV irá se desacoplar da ISS - levando dejetos da Estação - e será enviado para a atmosfera terrestre, onde irá se desintegrar.

"É o maior e mais complexo veículo já feito pela Europa", assinala o responsável da Agência Espacial Européia (ESA) no centro de controle de Toulouse, Jean-Michel Bois.

Esse "caminhão espacial", construído para a ESA pela Astrium Space Transportation, é um cilindro de 10,3 comprimento de altura e 4,5 metros de diâmetro, e poderia guardar um ônibus londrino de dois pisos em seu interior. A capacidade de carga do "Júlio Verne" é três vezes maior que a dos atuais reabastecedores russos 'Progress'.

Com esse projeto, assinala Bois, a "Europa adquire o controle das técnicas de acoplagem espacial". Em efeito, a conexão do ATV com um módulo russo da ISS, cerca de duas semanas após o lançamento, será automático, sem intervenção humana.

Essa capacidade é essencial não só para a construção de estações espaciais, mas também para missões humanas para a Lua ou outros planetas, como Marte.

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