Naufrágio no rio Amazonas deixa 10 mortos

Navio com mais de 200 passageiros a bordo afunda na madrugada desta quarta-feira perto da fronteira com a Colômbia

EFE |

Ao menos dez pessoas morreram e 40 estão desaparecidas após o naufrágio na madrugada desta quarta-feira de um navio em uma região peruana do rio Amazonas perto da fronteira com a Colômbia. Mais de 200 passageiros foram resgatados com vida.

"Estamos falando, inicialmente, de dez mortos, entre 40 e 50 desaparecidos e cerca de 200 sobreviventes", disse o diretor regional da Defesa Civil em Loreto, o coronel Montoya Aresta. O almirante Rodolfo Rodríguez, chefe do Comando Geral de Operações da Amazônia, afirmou que 210 pessoas foram resgatadas com vida.

A embarcação "Camila" afundou por volta das 2h40 desta quarta-feira (3h40 em Brasília). Entre os passageiros havia ao menos um cidadão alemão, um italiano e quatro brasileiros.

Montoya Aresta afirmou que a embarcação afundou "aparentemente pelo excesso de carga e de passageiros", já que supostamente mais de 300 pessoas estavam na embarcação.

O acidente ocorreu no distrito de Indiana, a 45 minutos da cidade peruana de Iquitos pelo rio Amazonas. "Neste momento, o comitê regional de Defesa Civil está no local com equipes de bombeiros, Polícia Nacional e a Marinha de Guerra", explicou Aresta.

Segundo a Defesa Civil, as equipes tentam abrir um buraco no barco porque acreditam que existam pessoas presas. O cuidado é para evitar que essa parte do navio seja inundada e o barco termine de afundar.

Excesso de carga

A embarcação, que tinha capacidade para apenas 146 pessoas, afundou por volta das 2h40 no horário local (03h40 em Brasília), quando seguia para o distrito peruano de Indiana, perto da fronteira com a Colômbia.

O almirante Rodolfo Rodríguez, chefe do Comando Geral de Operações da Amazônia, afirmou à emissora peruana "RPP" que o navio iniciou a viagem com cerca de 150 pessoas a bordo, mas mais pessoas devem ter subido na embarcação durante o trajeto, assim como combustível e carga ilegal. "Aqui há uma evidência que mais passageiros do que o permitido embarcaram", afirmou o almirante.

Um dos sobreviventes, identificado como Héctor Freitas, relatou à "RPP" que no segundo andar da embarcação viajavam 150 passageiros e que no terceiro mais cem.

O proprietário do barco, Camilo Montoya, declarou à "RPP" que a mesma estava em boas condições e que a Capitania de Portos deve informar o número exato dos passageiros.

A Marinha peruana enviou à região uma embarcação para transportar os sobreviventes a Iquitos e também uma embarcação-hospital.

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