Naturalizações de estrangeiros cai 28% nos EUA em 2009

Washington, 14 abr (EFE).- O número de estrangeiros que conseguiram a cidadania mediante o processo de naturalização nos Estados Unidos caiu 28% em 2009, passando de 1.

EFE |

046.539 em 2008 para 743.715.

Segundo dados do Departamento de Segurança Nacional divulgados hoje as naturalizações caíram, mas se mantiveram acima de 2007, quando 660.477 pessoas se tornaram oficialmente americanas.

No entanto, não superaram as de 2008, quando se bateram todos os recordes históricos após uma onda de solicitações em 2007 perante o anúncio de um aumento nas tarifas no processo e graças às campanhas para conseguir que mais imigrantes se inscrevessem.

O México foi o país que mais conseguiu naturalizações, com 111.630, 15% do total. Em seguida vem a Índia (7,1%), as Filipinas (5,2%), a China (5%) e o Vietnã (4,2%), seguidos dos imigrantes da América Latina e do Caribe, como Cuba (3,3%), a República Dominicana (2,8%) e El Salvador (2,5%).

Em porcentagens menores estão a Colômbia (2,2%), Jamaica (2%), Haiti (1,8%) e Peru (1,4%).

A Califórnia foi, mais uma vez, o estado que teve mais naturalizações: 179.754, 24,2% do total. Atrás estão Nova York e a Flórida, que contaram com um número similar (88.733 e 82.788, respectivamente), e o Texas, com 54.024 processos.

Mais da metade das cidadanias foi concedida para mulheres (52,7%). Por idade, o grupo majoritário ficou entre os 35 e 44 anos (29%).

Em relação ao tempo de permanência legal antes de conseguir a cidadania, o relatório indica que a média foi de sete anos e marca certas diferenças segundo a região de procedência dos solicitantes.

Os imigrantes da América do Norte foram os que mais demoraram, 11 anos no total, uma tendência que remonta aos anos 1980. Por outro lado, os processos mais rápidos foram os dos novos cidadãos nascidos na África, Ásia e América do Sul, que permaneceram em média de seis anos vivendo legalmente nos EUA antes de conseguir a naturalização.

O processo exige um mínimo de residência legal de cinco anos e o cumprimento de requisitos como falar, ler e escrever em inglês, ter conhecimento do Governo e da história e cumprir com princípios morais. EFE sid/pb

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