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Natascha Kampusch se diz indignada com vazamento de dados sobre seqüestro

Viena, 18 abr (EFE).- Natascha Kampusch, a jovem que passou oito anos presa em um porão, se mostrou hoje indignada pela vazamento para a imprensa de relatórios secretos sobre seu caso.

EFE |

O jornal sensacionalista de distribuição gratuita "Heute" publicou hoje cinco páginas com o título: "O Relatório Kamspusch. A verdade. O que a Polícia ocultou até agora".

O texto especulava a possibilidade de que tivessem existido mais cúmplices no caso, algo que foi negado até hoje, além de contar sobre a existência de vídeos e fotos de seu seqüestrador de conteúdo sexual.

Kampusch, de 19 anos, foi seqüestrada em 1998 quando tinha dez anos e ia para o colégio, no norte de Viena.

Durante oito anos ficou presa por seu seqüestrador, Wolfgang Priklopil, em um cativeiro vigiado por meios de imprensa eletrônicos, até que conseguiu fugir com seus próprios pés em agosto de 2006.

Em comunicado dirigido à agência "APA", a jovem pede o "esclarecimento incondicional (do vazamento)", o que classificou como "um dos pontos mais baixos do jornalismo austríaco".

O texto do "Heute" se baseia nos apontamentos tomados no primeiro interrogatório após sua fuga, realizado pela Polícia, e os dados de sua primeira avaliação médica depois de estar em liberdade.

No interrogatório policial a jovem admitiu, segundo o diário, haver mantido relações sexuais de forma voluntária com seu seqüestrador.

Segundo outro diário sensacionalista, o "Österreich", que também disse ter dito acesso ao relatório, os textos indicavam que Priklopil pertencia à cena sadomasoquista vienense mais brutal e uma conhecida do seqüestrador afirmou que era "perverso" e "sua predileção eram as escravas em uniforme escolar".

Outros meios de imprensa austríacos também começaram a especular sobre a existência de fotografias nas quais a jovem teria sido molestada e maltratada.

O advogado de Kampusch, Gerald Ganzger, advertiu que processará o "Heute" e todos os meios de imprensa que publicarem os relatórios, enquanto a Promotoria de Viena abriu uma investigação por "violação de segredos oficiais".

Sob suspeita se encontram os membros da Comissão Parlamentar que avaliam a situação no caso e que tiveram acesso a relatórios da Polícia.

"O fato é que o conteúdo do relatório era conhecido até agora só em um pequeno círculo da Polícia e da Justiça", assegurou Ganzger.

Outros especialistas, como o antigo presidente do Tribunal Constitucional, Ludwig Adamovich, adverte que se trata de proteger à vítima perante os ataque da imprensa. EFE ll/fb

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