Natascha Kampusch quer família e filhos, diz jornal austríaco

VIENA - A austríaca Natascha Kampusch, que passou mais de oito anos como refém no porão de uma casa perto de Viena, quer formar uma família e ter filhos, informa a edição deste domingo do jornal Österreich.

EFE |

Acordo Ortográfico "Pretendo ter uma família algum dia, mas até agora a pessoa certa nao se aproximou. No entanto, posso imaginar que em três ou quatro anos estarei disposta a ser mãe", comentou a jovem, que atualmente apresenta um programa de TV.

Kampusch, que foi sequestrada quando tinha 10 anos e foi mantida contra a vontade em um porão de Viena pelo seqüestrador Wolfgang Priklopil até conseguir fugir, em agosto de 2006, declarou que um filho deve ser educado da melhor forma possível e ter grande liberdade para se desenvolver.

Sobre seus planos futuros, Kampusch acredita que sua vida seguirá um caminho mais tranqüilo que o de agora e disse que não quer ser uma celebridade. A austríaca também revelou que continua sob tratamento psicoterapêutico para superar as sequelas de seus anos de cativeiro.

Porém, contou que já não precisa de um fisioterapeuta, a quem recorreu quando tinha dores nas costas e problemas para andar.

Sobre suas aparições no canal de televisão "Puls 4", que neste domingo transmitirá sua terceira entrevista - desta vez com a atriz alemã Veronica Ferres -, admitiu ainda se sentir incomodada quando se vê nas gravações, embora acredite estar indo bem, já que nunca teve formação profissional para a tarefa.

Sobre experiências negativas no dia a dia, Kampusch disse que, às vezes, quando está no transporte público, ouve comentários desagradáveis de jovens que a tratam com desprezo, como se preferissem que ela continuasse presa ao invés de se sentir segura de si mesma, como agora.

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