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Viena, 28 abr (EFE).- A austríaca Natascha Kampusch, que ficou conhecida em 2006 após ser libertada depois de oito anos de cativeiro em Viena, ofereceu hoje sua ajuda a Elisabeth Fritzl, de 42 anos, que passou os últimos 24 anos presa no porão de sua casa sendo abusada sexualmente por seu pai, com quem teve sete filhos.

"Tive este desejo espontaneamente", disse hoje Natascha à rádio pública austríaca "ORF" sobre o caso da família Fritzl.

Natascha explicou que já entrou em contato com as autoridades do Estado da Baixa Áustria, onde, na cidade de Amstetten, fica a casa dos Fritzl e o porão no qual Elisabeth e três de seus filhos estavam reclusos.

Natascha disse que deseja conversar com Elisabeth, já que acredita ter vivido uma situação semelhante, e ajudar toda a família com parte do dinheiro que arrecadou nos últimos dois anos.

"Por um lado, me preocupo com a família, pois toda a agitação da imprensa certamente não é boa para estas pessoas", declarou a jovem de 20 anos.

Segundo Natascha, o apoio financeiro servirá, sobretudo, para educar e reintegrar os filhos e filhas de Elisabeth.

"O dinheiro ajuda", pois "é necessário pensar que cresceram ali e que terão dificuldades em suas relações sociais e de outros tipos", declarou Natascha.

O pai de Elisabeth, Josef Fritzl, um engenheiro aposentado de 73 anos que foi detido ontem sob a acusação de ter abusado sexualmente de sua filha, confessou hoje ser culpado, embora as autoridades tenham afirmado que ainda existem questões a serem esclarecidas.

Três dos filhos de Elisabeth viram a luz do sol pela primeira vez há poucos dias. Segundo investigações policiais, eles nunca foram à escola nem receberam atendimento médico.

O caso causou enorme comoção em meio à população austríaca, que recentemente já tinha se chocado com o caso de Natascha Kampusch.

EFE wr/rr/fal