Natascha Kampusch comparece pela primeira vez à Justiça

Viena, 15 mai (EFE).- Natascha Kampusch, a jovem que passou oito anos seqüestrada em um cativeiro subterrâneo perto de Viena, compareceu hoje pela primeira vez perante um juiz, em um julgamento sobre o suposto envolvimento da mãe no rapto da jovem.

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Kampusch, de 20 anos, compareceu no Tribunal Civil de Graz, capital do estado austríaco de Estíria, por volta de meio-dia, mas se negou a responder às perguntas dos vários jornalistas que a aguardavam, informou a imprensa local.

O juiz Jürgen Schweiger disse que, em seu interrogatório, a jovem negou as acusações contra a mãe, Brigitta Sirny, feitas pelo ex-juiz Martin Wabl.

O ex-juiz afirma que Sirny foi cúmplice do raptor de Kampusch, Wolfgang Priklopil, e inclusive acusa a mãe de ter participado de supostos abusos sexuais contra a jovem.

"No interrogatório, Natascha Kampusch negou claramente as afirmações do senhor Wabl", disse Schweiger à imprensa.

Neste processo, Sirny abriu um processo a fim de conseguir uma proibição a Wabl de continuar divulgando em público as "falsas" acusações contra ela.

Wabl declarou que continua convencido da cumplicidade de Sirny, com base em investigações próprias que realizou durante vários anos após o desaparecimento de Natascha Kampusch, em março de 1998.

Além de Wabl, uma vizinha de Sirny também disse hoje estar convencida de que a mãe teve "algo a ver" com o seqüestro da menina.

O psiquiatra Max Friedrich, que tratou Kampusch após sua libertação, em 26 de agosto de 2006, confirmou ter elaborado um relatório para as autoridades, no qual chega à conclusão de que a menina seqüestrada não foi vítima de abuso sexual.

Diante da falta de comparecimento de outras testemunhas, o processo foi adiado até uma data ainda não determinada. EFE wr/an

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