Washington, 15 abr (EFE).- Chris Biblis tinha 16 anos quando decidiu congelar seu sêmen antes de se submeter a uma radioterapia para tratar da leucemia da qual sofria, uma decisão que hoje, 22 anos depois, permitiu que fosse pai de uma menina.

A imprensa americana destacou hoje que o caso é um recorde, já que o processo de congelamento do sêmen ocorreu há mais de duas décadas, em abril de 1986, conforme constatou a Associação de Endocrinologia Reprodutiva de Charlotte, na Carolina do Norte.

O jornal "The Charlotte Observer" informou que Biblis tinha 13 anos quando descobriu que tinha câncer. Três anos depois, os médicos disseram que ele precisava fazer mais dois anos de tratamento e explicaram que o procedimento poderia deixá-lo estéril.

Os pais do adolescente pediram aos especialistas para que o sêmen do jovem fosse congelado, algo considerado incomum na época.

No entanto, a decisão permitiu que, em junho do ano passado, os médicos utilizassem o sêmen congelado de Biblis, de 38 anos, para inseminar um óvulo da esposa dele, Melodie.

Em 4 de março, o procedimento teve como fruto a pequena Stella Biblis, cujo estado de saúde é perfeito, assim como o do pai, que está livre de câncer há mais de 20 anos.

"As palavras não podem descrever o que aconteceu comigo, desde a salvação da minha vida até ser capaz de criar vida por mim mesmo. É verdadeiramente um milagre", destacou Biblis à emissora "ABC". EFE pgp/db

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