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Nasa homenageia 40 anos de 2001: Uma Odisséia no Espaço

Washington, 8 mai (EFE).- A Nasa homenageou hoje 2001: Uma Odisséia no Espaço, um filme que em sua estréia, há 40 anos, previu muitos dos avanços que agora são uma realidade na pesquisa espacial.

EFE |

Esse filme, dirigido por Stanley Kubrick, "o filme despertou a imaginação e forneceu uma previsão realista sobre como poderia ser o nosso futuro", afirmou a agência espacial em seu site na internet.

"Quando o filme estreou há 40 anos, viver e trabalhar no espaço por tempo integral era ficção científica", disse a Nasa.

Atualmente, há três ocupantes na Estação Espacial Internacional (ISS) 365 dias ao ano. Eles controlam um dos projetos de engenharia mais complexos da história.

A estação nos ajuda a ampliar os horizontes da ciência, a tecnologia e a engenharia do século XXI, acrescentou.

No filme, baseado no conto "A Sentinela" do escritor inglês Arthur C. Clarke, o astronauta e cientista David Bowman realiza uma missão na busca de um estranho monólito encontrado na Lua.

A história se passa em 2001, quando a busca de Bowman o leva a uma órbita em torno do planeta Júpiter.

Na nave "Discovery", como um dos astronautas veteranos da Nasa, Bowman mantém contato com um companheiro de tripulação e um supercomputador chamado HAL-9000.

Este computador sofre uma imperfeição que causa a morte do companheiro de tripulação de Bowman, que deve utilizar toda a sua astúcia e inteligência para vencer o computador e recuperar o controle da nave.

"2001: Uma Odisséia no Espaço" mostra uma versão fictícia do futuro no espaço, "grande parte do que está no passado", diz a Nasa.

Para os cientistas da agência espacial americana, uma das cenas mais notáveis do filme é a enorme estação que viaja em uma órbita baixa sobre a Terra.

Essa estação espacial tinha a aparência de uma roda dupla unida por um eixo central e contrasta com a da ISS, cuja forma se assemelha mais a de uma borboleta cujas asas são os painéis solares que lhe fornecem energia.

Mas, embora a forma seja diferente, nos dois casos as estações têm tripulação e são internacionais, explicou a Nasa.

No entanto, essa não foi a única visão futurista que os produtores do filme tiveram.

Havia também monitores de tela plana, algo que naquela época era coisa de ficção científica, nem sequer sendo comentado.

O filme também previu as cabines transparentes das naves e os recursos de diversão e entretenimento para as - muito longas- viagens ao espaço.

"Hoje existem os DVDs, os iPod e os computadores portáteis, com acesso a e-mail", esclarece a Nasa.

A agência espacial aponta uma das cenas mais memoráveis do filme na qual Bowman, o personagem central, se exercita.

"A bordo da Estação Espacial Internacional isso já é rotina. Em abril de 2007, a mais de 350 quilômetros da Terra e enquanto estava em órbita, a astronauta Sunita Williams correu a maratona de Boston", lembra.

A Nasa admite que algumas coisas mencionadas no filme, como a colonização da Lua, ainda não ocorreram.

Mas também lembra que já tem planos para retornar ao satélite natural da Terra em 2020, de manter um posto permanente ali e depois continuar as viagens tripuladas a Marte e outros planetas.

Por outro lado, há outras idéias como os hotéis em órbita e viagens turísticas rotineiras ao cosmos que mesmo não tendo sido concretizados, já são planejadas por empresas privadas, revelou.

"Neste momento em que terminamos a construção da ISS, estamos trabalhando para retornar à Lua e depois ir a Marte e além. Somos parte do maravilhoso futuro que visionários como Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick imaginaram há 40 anos", disse a Nasa.EFE ojl/bm/db

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