Nasa descobre poderosa máquina de fazer estrelas

Washington, 11 jul (EFE).- Uma pesquisa conjunta que usou telescópios e observatórios espaciais da Nasa descobriu uma fonte de estrelas a 12,3 bilhões de anos luz da Terra, informou hoje a agência espacial americana.

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Essa fonte, chamada pela Nasa em seu site de Star-Making Machine (máquina de fazer estrelas, na tradução livre) cria aproximadamente quatro mil estrelas por ano, um número que contrasta com as dez produzidas pela Via Láctea, está o sistema solar, informou o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial.

A fábrica geradora de estrelas foi descoberta pelo telescópio espacial "Spitzer" depois de ter sido detectada pela primeira vez pelo "Hubble" e por outros observatórios astronômicos terrestres.

Em comunicado, o JPL afirmou que sua existência vai de encontro a uma teoria sobre a formação das galáxias que diz que a "fábrica" deve produzir estrelas mediante a absorção de pequenas galáxias de forma lenta e não explosiva como neste caso.

"Esta galáxia está em pleno processo de multiplicação, produzindo a maior parte de suas estrelas, todas ao mesmo tempo", apontou Peter Capak, do Centro Científico Spitzer no Instituto Tecnológico da Califórnia.

Segundo os cientistas se trata da Galáxia Baby Boom, um termo referente à onda de nascimentos nos Estados Unidos que caracterizou as duas décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial.

As características especiais da Galáxia Baby Boom, que pertence a um tipo de galáxias explosivas (starsbursts), foram determinadas pelo trabalho de vários telescópios que utilizaram diferentes longitudes de onda.

Os astrônomos afirmam que a um ritmo de produção de entre mil e 4 mil estrelas por ano, a galáxia só precisará de 50 milhões de anos (um lapso pequeno em termos astronômicos) para se transformar em uma das maiores do universo.

"A incrível atividade geradora de estrelas que observamos sugere que é possível que estejamos presenciando, pela primeira vez, a geração de uma dos maiores galáxias elípticas do universo", disse Nick Scoville, do Instituto Tecnológico da Califórnia.

Scoville é um dos autores do estudo e é investigador do centro de estudos astronômicos Cosmic Evolution Survey. EFE ojl/bm/rr

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