Naoto Kan estuda transformar em lei princípios antinucleares do Japão

Anúncio foi feito nesta segunda-feira, durante homenagem aos 65 anos do lançamento da bomba atômica em Nagasaki

EFE |

Tóquio - O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, abriu hoje as portas para a possibilidade de dar caráter de lei aos três princípios antinucleares do Japão, quando se completam 65 anos do lançamento da bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki.

Kan deu esta declaração em entrevista coletiva após uma cerimônia em lembrança do bombardeio atômico em Nagasaki, informou a agência local "Kyodo". O Japão mantém desde o fim da Segunda Guerra Mundial os princípios de não produzir, não possuir e não deixar transitar por seu território armas nucleares, embora não estão recolhidos em nenhuma regulação com caráter vinculativo.

Tanto o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, como o de Nagasaki, Tomihisa Taue, pediram que estes três princípios, inspirados na Constituição pacifista do Japão, tenham personalidade de lei. Ao se cumprir nesta segunda-feira o 65 anos do lançamento da bomba sobre Nagasaki, Taue criticou que apesar destes preâmbulos, o Japão manteve durante a Guerra Fria pactos secretos com os EUA para que armas nucleares transitassem por território japonês perante uma hipotética crise.

Alguns membros do Executivo japonês, como o titular de Assuntos Exteriores, Katsuya Okada, mostraram no passado seu ceticismo sobre a possibilidade de fazer dos princípios não nucleares uma lei vinculativa. Por outro lado, o primeiro-ministro do Japão reiterou hoje a importância que tem para o país o "guarda-chuva nuclear" oferecido pelos Estados Unidos e acrescentou que "infelizmente" o Japão necessita "contar com a dissuasão nuclear", já que "o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte continua".

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