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Não-Alinhados declaram solidariedade ao México por gripe

HAVANA (Reuters) - O Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL) definiu nesta quinta-feira uma declaração de solidariedade ao México por causa da letal epidemia do vírus H1N1, que já matou mais de cem pessoas. Ministros e outros funcionários de 118 países integrantes do grupo se reuniram durante três dias em Havana para preparar uma cúpula do MNOAL, em julho, na qual Cuba entregará ao Egito a presidência desse movimento criado na década de 1960 por países que contestavam o alinhamento automático a Estados Unidos e União Soviética.

Reuters |

"É uma declaração que se pronuncia em favor da cooperação com o México, e me atrevo a dizer que nós países membros do MNOAL ficaremos à disposição do governo do México em relação a qualquer solicitação concreta médica ou de outra natureza", disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

A Cidade do México, em cuja região metropolitana vivem quase 20 milhões de pessoas, tem registrado até agora o maior número de contaminados pelo vírus, que já teria causado a morte de até 179 pessoas no país.

"O ministros do Movimento de Países Não-Alinhados... manifestam sua mais profunda preocupação e solidariedade com o governo e o povo do México, tendo em conta a grave situação criada pelo surto de gripe suína nesse país", disse o texto.

Na quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde elevou para 5 o nível de alerta contra pandemias (numa escala até 6), o que significa que uma epidemia global da nova doença é iminente. Nesta quinta-feira, a OMS anunciou que deixaria de usar o termo "gripe suína", já que até agora não houve diagnóstico da influenza A (H1N1) em porcos, e especialistas dizem que o consumo da carne desse animal não representa riscos.

Os chanceleres do MNOAK pediram à OMS e a organizações financeiras internacionais que "deem total apoio logístico e financeiro... em seus esforços para combater de imediato" essa epidemia.

O vírus H1N1 já se espalhou para outros países, com casos confirmados em Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Israel, Nova Zelândia, Espanha e Holanda, entre outros.

Diversos governos também acompanham casos suspeitos, mas por enquanto sem confirmação. Entre eles estão Guatemala, Chile, Costa Rica, Colômbia e Brasil.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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