Não houve aviso de problema algum, diz sobrevivente

Segundo passageiro de avião que saiu da pista de aeroporto na Índia matando 158 pessoas, pouso parecia "suave"

iG São Paulo |

Um dos oito sobreviventes do acidente no aeroporto de Mangalore , ao sul da Índia, neste sábado, afirmou que tudo parecia normal durante o pouso da aeronave.  O Boeing 737 da Air India saiu da pista e pegoiu fogo, matando 158 das 166 pessoas a bordo.

© AP
Sobrevivente Ummer Farook Mohammed é visto em hospital
"Não houve aviso de problema algum aos passageiros e parecia uma aterrissagem suave. Imediatamente após tocar o solo, o avião fez um movimento brusco e se chocou contra um bloco, algo como um prédio", descreveu o sobrevivente KP Mainkutty. O avião "se partiu ao meio e pegou fogo", acrescentou.

Falando à TV indiana de sua cama, no hospital, outro sobrevivente, Umer Farooq, afirmou que ouviu um estrondo quando a nave tocou o solo.

"Aí o avião se desviou em direção a algumas árvores próximas e a cabine se encheu de fumaça. Fiquei preso em alguns cabos, mas consegui escapar", disse ele. Farooq estava sendo tratado depois de ter sofrido queimaduras nos braços, pernas e rosto.

O ministro da aviação civil, Praful Patel, disse que uma investigação sobre a causa do acidente já foi aberta, mas as respostas só serão conhecidas depois que a caixa-preta do avião for recuperada. No local, homens trabalham para esfriar os destroços da aeronave, numa tentativa de preservar o material.

Segundo Patel, o avião - procedente de Dubai - saiu da pista do aeroporto ao aterrissar e chocou contra uma barreira de sacos de areia antes de capotar e bater com uma das asas contra uma estrutura de concreto. Após perder a asa, o avião caiu de 200 a 300 metros por um barranco, onde pegou fogo depois de alguns minutos.

O ministro afirmou que não chegou a ocorrer uma explosão - o fogo foi se estendendo gradualmente. E graças a esses minutos e ao fato de não ter havido explosão é que os oito sobreviventes (entre eles, uma criança) puderam sair do avião por uma grande rachadura aberta na fuselagem. Eles ocupavam assentos entre as fileiras 7 e 23.

O presidente da Direção Geral de Aviação Civil indiana, V.P. Agarwal, disse que o piloto não manifestou nenhum sinal de preocupação quando recebeu permissão para pousar e contava com visibilidade suficiente.

Com EFE e BBC Brasil

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