Não há tempo a perder frente à crise econômica, diz Obama

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu neste sábado, em seu primeiro discurso semanal de rádio ainda na condição de senador por Illinois, ações urgentes para enfrentar a crise econômica, afirmando que não há tempo a perder.

AFP |

Em seu novo discurso, enfatizou que não se pode perder um instante sequer e que, por isso, apesar de a administração do presidente George W. Bush e o Congresso tomarem medida para o setor financeiro e outros da economia, os Estados Unidos "precisarão de outras iniciativas durante a transição de governo e nos meses posteriores".

O novo presidente garantiu aos americanos que sua administração começará os trabalhos já no dia 20 de janeiro explicando mais uma vez que "não há tempo a perder".

Obama tomará posse oficialmente no dia 20 de janeiro.

"Em primeiro lugar, precisamos de um plano de resgate para a clsse média que invista em esforços imediatos para criar empregos e aliviar as famílias que vêem seus salários diminuírem e as economia de toda uma vida desaparecerem", declarou.

Depois, o governo terá que conter a contaminação dos outros setores da economia pela crise financeira, e garantir que o plano de resgate dos bancos aprovado em outubro pelo Congresso seja capaz de estabilizar os mercados financeiros e ao mesmo tempo de preservar os interesses dos contribuintes e de aliviar os proprietários endividados.

"Por fim, aplicaremos uma série de políticas que reforçarão nossa classe média e nossa economia no longo prazo", prometeu Obama.

"Algumas das escolhas a fazer serão difíceis, mas a América é um país forte, capaz de resistência", prosseguiu.

"Sei que vamos conseguir, se afastarmos o espírito partidário e trabalharmos juntos como uma única nação", afirmou.

Obama se reuniu na sexta com seus assessores econômicos para discutir a situação econômica e traçar as linhas mestres de sua futura administração.

A reunião aconteceu em outro dia crítico para a economia americana. Dados oficiais mostraram que, com 240.000 empregos suprimidos em outubro, a taxa de desemprego aumentou nos Estados Unidos até chegar a 6,5% da população ativa, o nível mais elevado desde 1994.

Outros dados oficiais indicam que nada menos de 651.000 trabalhadores perderam as fontes de rendimento nos últimos três meses. A montadora de veículos Ford, por exemplo, também anunciou na sexta-feira a supressão de 10% de seus efetivos.

Por outro lado, Obama confirmou na coletiva de sexta que recebeu uma carta do presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, depois de sua vitória sobre o republicano John McCain.

"Lerei a carta do presidente Ahmadinejad e responderei a ele de maneira apropriada", indicou. No entanto, assinalou que o desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã é algo inaceitável e que a República Islâmica deve deixar de "apoiar as organizações terroristas".

A declaração de Obama foi criticada neste sábado pelo presidente do parlamento iraniano.

Questionado sobre as declarações de Obama referentes ao caso nuclear, Ali Larijani declarou: "Isso significa insistir no mesmo caminho errôneo". "Se os Estados Unidos querem mudar sua situação na região, eles precisam enviar os sinais certos", prosseguiu.

"Obama entende que a mudança não significa apenas mudar a cor e trazer mudanças superficiais. A mudança tem que ter uma base estratégica", acrescentou Larijani.

Obama afirmou durante sua campanha que estudaria a possibilidade de manter conversações diretas com inimigos dos Estados Unidos como o Irã, Coréia do Norte e Cuba.

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