Não há liberdade no Tibete sem Partido Comunista chinês, segundo panchen lama

O Tibete nunca teria conhecido a paz e a liberdade sem o Partido Comunista chinês, afirmou o número dois espiritual do Tibete, o panchen lama, designado em 1995 por Pequim e rejeitado pelos tibetanos no exílio, em declarações divulgadas neste domingo pela TV estatal.

AFP |

"Os fatos provam que sem o Partido Comunista chinês, mais de um milhão de servos nunca teriam conhecido a dignidade humana e a liberdade", assegurou o panchen lama, Gyaincain Norbu, segundo a rede de TV.

"Os moradores do Tibete deveriam amar a prosperidade e a felicidade que têm hoje em dia, isto não foi fácil", acrescentou o jovem, de cerca de 20 anos.

O panchen lama fez essas declarações durante uma visita a uma exposição em Pequim "sobre os progressos democráticos e econômicos promovidos pelo Partido Comunista no Tibete desde o final do feudalismo há 50 anos".

Essa exposição coincide com o 50º aniversário da insurreição de Lhasa contra a presença chinesa na região himalaia, que provocou a fuga para a Índia do Dalai Lama, venerado líder espiritual do budismo tibetano.

Desafiando uma tradição ancestral budista, Gyaincain Norbu, foi designado panchen lama em 1995 por Pequim, que rechaçou o menino eleito pelo Dalai Lama para ser a reencarnação do décimo primeiro panchen lama.

O menino designado pelo Dalai Lama, Gedhun Choekyi Nyima, que tinha então seis anos, desapareceu imediatamente da vida pública e considera-se que viva sob vigilância domiciliar. Os defensores da causa tibetana asseguraram durante muito tempo que era "o prisioneiro político mais jovem do mundo".

O atual e oficial panchen lama, Gyaincain Norbu, aparece em público em diversas ocasiões, viaja raramente ao Tibete e acredita-se que siga uma formação em Pequim sob estreita vigilância do governo.

Os tibetanos no exílio rejeitam essa autoridade imposta por Pequim.

sai/dm

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