Não existe liberdade sem liberdade de culto, diz Bush

O presidente americano George W. Bush declarou nesta quinta-feira que não existe verdadeira liberdade sem liberdade de culto.

AFP |

"A liberdade inclui o direito para todos de praticarem a religião que quiserem", afirmou Bush durante um discurso na ONU, no segundo dia de uma conferência sobre o diálogo entre religiões realizada por iniciativa da Arábia Saudita, um país aliado dos Estados Unidos onde somente o Islã é autorizado.

Citando a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou 60 anos em 2008, Bush ressaltou que "cada um tem o direito de escolher sua religião, ou de mudar de religião, assim como de praticá-la em público ou em particular".

Afirmando que a liberdade religiosa é "um elemento central" da política externa americana, o presidente Bush sentenciou que a expansão da democracia constitui "o melhor caminho para a paz".

Bush exaltou a ação histórica dos Estados Unidos em favor da liberdade religiosa de outros povos, "da libertação dos campos de concentração na Europa à proteção dos muçulmanos em lugares como o Kosovo, o Iraque e o Afeganistão.

Bush saudou, no entanto, a iniciativa do rei Abdullah da Arábia Saudita de organizar a conferência na Assembléia Geral das Nações Unidas para promover uma "cultura de paz".

"Agradeço a ele por sua liderança, e por ter-nos convencido de nos reunir aqui para falar de fé", declarou o presidente americano, diante dos representantes de mais de 80 países que participam da conferência.

Quarta-feira, ao abrir a reunião, o rei Abdullah lamentou que "as diferenças entre religiões e culturas tenham levado tantas vezes ao fanatismo e provocado guerras sangrentas sem nenhuma justificativa".

O rei, líder de uma monarquia regida por uma interpretação rigorista do Islã, fez um apelo à "paz" e à "harmonia", como fizera em julho passado em Madri por ocasião de uma "conferência mundial sobre o diálogo" entre as religiões.

Porém, diversas ONGs pediram aos governantes da Arábia Saudita que pratiquem a tolerância em seu país antes de defendê-la na ONU.

Os países islâmicos, entre os quais o regime saudita, proíbem a mudança de religião, o que é considerado um crime passível da pena de morte.

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